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23 de jan. de 2013
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Who's Next Paris: uma frequência em baixa devido à neve

Publicado em
23 de jan. de 2013

Certamente a crise podia dar a impressão aos organizadores da Who's Next Paris de que seus esforços talvez não fossem recompensados à altura de seu merecimento para este salão de janeiro de 2012. Mas, provavelmente, seja como for, eles não haviam previsto uma queda de 11% no total de visitantes no fim do terceiro dia em relação aos quatro dias do ano passado. E, pior ainda, ter de enfrentar uma queda de 19% dos Franceses, de 23% dos Ingleses, de 17% com os Espanhóis,15% com os Italianos e de 7% dos Alemães. Felizmente, a Ásia trouxe 9% a mais de visitantes, 9,2% exatamente.

O setor Fame

A razão essencial levantada por Bertrand Foache, cofundador da WSN Desenvolvimento, organizadora do Who's Next Paris, é o tempo com quedas de neve que assolaram uma grande parte da França desde sexta-feira à noite. Na verdade, os próprios expositores do salão, de domingo até hoje, quase não se lembram de uma perda do interesse pelo salão por outras razões. Claramente, todos eles esperavam uma queda no público. Eles mesmos tiveram de enfrentar cancelamentos de reuniões.

Aliás, Bertrand Foache toma cuidado em deixar claro que a "percepção" no salão foi um pouco diferente com corredores bastante cheios e estandes com boa circulação.

Por exemplo, Laetitia Bosc, da 75 Faubourg, salienta estar bastante contente por ter feito novos clientes, admitindo que havia menos gente, provavelmente por conta da neve. E ressalta: "Temos clientes alemães que, literalmente, tiveram de dormir no aeroporto".

Na Petite Française, Patrick Zenou, diretor de vendas, chamava a atenção para si na segunda-feira à tarde: "Não há aquele monte de gente no salão, é evidente, mas, mesmo assim conhecemos pessoas interessantes, fizemos novos contatos".

Cédric Allouche, dirigente da Deby Debo, também ressalta uma frequência mais baixa e se recorda de grandes clientes estrangeiros "dos quais eu sempre espero novidades para saber se, finalmente, eles vão vir" (segunda-feira N. do E). Não é culpa de ninguém, afirma ele, se demos sorte de isso acontecer neste fim de semana, mas o fato é único. Não estar ocupado numa segunda-feira à tarde realmente não é de costume".

O setor Mr Brown

A própria configuração do salão, com sua nova organização (Mr Brown voltou para o térreo, os acessórios foram reunidos no 7.2, Private em vários halls etc. foi bastante apreciada pelos expositores. Alguns visitantes pareciam um pouco perdidos. Bertrand Foache promete uma estabilidade do mapa do salão em linhas gerais para os próximos eventos, depois de duas estações com alterações por conta de ajustes após a fusão do Who's Next e do Prêt-à-Porter Paris.

A maior satisfação, no que diz respeito à localização dos setores, vem do retorno do setor Mr Brown ao térreo. Claramente, tanto expositores quanto visitantes apreciaram estar num local mais visível.

No entanto, mais uma vez, o setor masculino do Who's Next deixa uma questão. Alguns expositores se surpreenderam com a postura eclética das marcas presentes, indo de marcas estabelecidas a jovens promessas, passando por marcas anteriormente inseridas no varejo.

Parece ser mais apreciado e, de qualquer forma, energizante o espaço misto Sir Brown com a presença das jovens marcas internacionais. Este espaço trouxe um toque de criatividade (Niyazi Erdogan) e um tom descolado (Aloha from Deer) bem-vindo neste momento com um pouco de turbulência.

Jean-Paul Leroy (com Bruno Joly, Anais Lerévérend, Olivier Guyot, Matthieu Guinebault, Sophie Chaudey e Sarah Ahssen)

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