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2 de jul. de 2013
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Turma da Mônica, 50 anos conquistando consumidores!

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2 de jul. de 2013

A dentuça mais querida do Brasil comemora, em 2013, 50 anos e continua mais jovem do que nunca. Mônica e sua turma, que agora contam com versão teen, são os maiores licenciadores de produtos infantis no País, através da empresa do idealizador dos personagens: Mauricio de Sousa. Das histórias em quadrinhos para roupas, calçados, xampus, brinquedos e perfumaria, os personagens conquistaram um lugar cativo no coração dos brasileiros. Afinal, não há quem nunca tenha ouvido falar da turminha cheia de histórias. E este potencial se reflete em resultados. Estima-se que mais de 3 mil produtos são licenciados e que o volume de negócios gerados seja próximo dos R$ 2 bilhões ao ano.


Explorar o afeto dos consumidores pelos personagens têm sido uma jogada de mestre para grandes marcas, inclusive grifes voltadas para o público adulto. O Fashion Rio 2013, por exemplo, foi palco para a Mônica, que serviu de inspiração para Kátia Ferreira, estilista da Apoena, desenvolver a coleção da marca. “A gente fala que a Mônica seria hoje uma mulher corajosa, sexy e que gosta de transparência, além de segura”, declarou a designer para a mídia.

ATRAÇÃO – De acordo com a diretora de estratégias e tendências da La Rock (Porto Alegre/RS), Ana Carol Campos, que também é especialista em análise estratégica e aplicação mercadológica, existem características nos personagens que fazem com que as pessoas se sintam atraídas por eles, independentemente de suas idades: lúdico relacionado à diversão, companheirismo relacionado à amizade e presença no cotidiano, além de mágica exposta através da fuga do real.

Desta forma, a Turma da Mônica estar em voga faz todo o sentido. “No âmbito das tendências, vivemos um momento de escapismo, ou seja, a busca e o vivenciar de experiências lúdicas que permitam o sonho”, pontua Ana Carol, com o adendo de que esse escape emocional se dá por meio do consumo de produtos que tragam apelo à fantasia e à subjetividade, resultando em uma valorização do imaginário infantil. Ana Carol revela que o licenciamento de personagens, de uma foram geral, é uma ferramenta poderosa. “É possível aproximar o produto de seus consumidores, gerando identificação e projeção, além de tornar a marca mais acessível e criar um espaço para o relacionamento”, detalha.


Ela destaca, ainda, que personagens como a Mônica propiciam uma forte ligação emocional, que é difícil conquistar apenas com o produtos. “Cada personagem possui um universo próprio e emite características que podem ir ao encontro dos atributos do produto, funcionando como apelo e influenciando a decisão de compra”, salienta.

A especialista sublinha que personagens funcionam como endosso à marca e geram credibilidade, ou seja, é mais fácil confiar em uma imagem conhecida. “A Mônica, em especial, é uma personagem forte, que inspira confiança e atravessa gerações com todo seu carisma e mensagens alegres, divertidas e carinhosas”, finaliza.

História de criança? A psicóloga Priscila Badotti (Curitiba/PR), especialista em comportamento infantil, afirma que a Turma da Mônica exala a realidade do que acontece no ambiente das crianças, mas alerta para o fato de que os estereótipos dos personagens podem gerar comportamentos inadequados aos pequenos.

Ela enfatiza que rótulos do tipo ‘gorducha’ e ‘dentuça’ (Mônica), ‘comilona’ (Magali), sujão (Cascão) e ‘o menino que fala errado’ (Cebolinha), entre outros, vão, provavelmente, influenciar negativamente o comportamento da criança. “Não é determinante, mas pode virar um costume se não houver um exemplo, dentro do contexto da criança, dizendo o contrário”, define. A psicóloga confirma que esta é uma situação comum e recorrente neste fase da vida. “O que é preciso é um acompanhamento por parte dos pais. Sempre existirão bons e maus exemplos e é necessário que os educadores estejam preparados para direcionar o filho, mostrando o que é certo e o que é errado”, complementa.

EVOLUÇÃO – Com as frequentes mudanças sociais baseadas no politicamente correto e, principalmente, do novo cenário infanto-juvenil, Mauricio teve que elevar os personagens a outro patamar. Mônica, na versão teen, continua com personalidade forte, cativante e verdadeira, mas ela cresceu, emagreceu e deu uma repaginada no visual. Contudo, a grande novidade é que ela casou, e foi com o rapaz que trocava ‘R’ por ‘L’, chamava ela de dentuça e apanhava do coelhinho Sansão. Ele mesmo, o Cebolinha - que agora tem moicano - é descolado e acabou por conquistar de vez o coração da protagonista, o que resultou na troca de alianças mais esperada dos quadrinhos nacionais. Mas ser dono da rua virou passado e hoje o personagem quer conquistar o mundo com seus projetos e planos para um planeta melhor.


Magali não ficou para trás. Após imortalizar o gosto por melancias nos quadrinhos, a personagem entrou para a dieta e está sempre de olho na alimentação, praticando esportes e vivendo de maneira saudável. Assim como Cascão, que não tem mais medo de banho e toma todos os dias, mesmo não gostando muito da ideia. Agora, o personagem é “o cara” entre as meninas e faz o maior sucesso em cima do skate. Após essa tremenda reviravolta, não foi apenas os personagens que mudaram. Situações cotidianas também. Hormônios adolescentes, indecisões, desejos, gírias modernas e crises de ciúmes foram inseridas no contexto, mostrando que Mauricio de Sousa está mais atualizado do que nunca. Uma demanda do mercado para manter os licenciamentos atrativos e eficientes.

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