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17 de jun de 2013
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PVH: resultados afetados pela integração da Warnaco

Publicado em
17 de jun de 2013

No primeiro trimestre de seu exercício 2013-14, findo em 5 de maio, PVH registrou um resultado sem dedução de impostos e juros (Ebit) de aproximadamente 5,1 milhões de euros. Uma queda vertiginosa em relação ao mesmo período do ano anterior, no término do qual o grupo apresentava 117 milhões de euros de lucro. Sim, mas a grande aquisição da Warnaco, empresa terceirizada para algumas linhas de sua marca Calvin Klein, deixa marcas. "O declínio de nosso lucro é devido principalmente aos 176 milhões de euros da aquisição, integração, reestruturação e modificação da dívida e do abatimento dos encargos ligados à aquisição da Warnaco", explica o grupo.

A empresa redesenhou os modelos para a Calvin Klein Jeans (foto) e Underwear.


Quanto ao volume de negócios, o grupo apresenta 1,432 bilhões de euros (U$ 1,91 bilhões) ante 1,07 bilhões (U$ 1,43 bilhões) no ano passado. O grupo explica que 365 milhões de euros estão ligados às atividades da Warnaco integradas pela PVH. O crescimento da Tommy Hilfiger é de quase 31 milhões, ao passo que o fim das atividades da Izod mulher e da Timberland provocou um vácuo de 21 milhões de euros no volume de negócios.

Na atividade varejista, a Calvin Klein apresenta um volume de negócios de 478 milhões de euros, dos quais 271 ligados à aquisição da Warnaco. Em uma base comparativa, as vendas da Calvin Klein na América do Norte avançaram 4%, apesar dos meses de março e abril terem sido muito frios. A marca registra um recuo de 5% em suas vendas no exterior, em uma base comparativa. Ela apresenta bons resultados na China e no Brasil, enquanto a Coreia segue passando por um período mais difícil. Na Europa, o grupo admite um retrocesso de algo em torno de 5% e aponta um recuo no seguimento jeans, "em particular na Espanha e na Itália, onde principalmente se concentra sua atividade e onde a empresa está reestruturando atualmente sua distribuição". Comprometida por sua reorganização no exterior, a marca registrou uma perda, sem dedução de impostos e juros, de 27 milhões, ante um lucro de 43 milhões um ano antes.

"Durante o primeiro trimestre, nós demos início aos investimentos necessários para reconstruir as atividades Calvin Klein Jeans e Underwear da Warnaco, explica Emanuel Chirico, CEO da PVH, em um comunicado. Temos de executar nossos projetos anunciados anteriormente. O que inclui uma atenção bem particular no que diz respeito à melhoria da qualidade e do design de produto da Calvin Klein Jeans. Isso também passa pelo investimento no marketing e no merchandising, assim como por uma redução dos estoques e a restruturação da rede de distribuição para esses produtos na Europa e na América do Norte".

Um resultado estável para a Tommy

Na Tommy Hilfiger, os indicadores se encontram globalmente no azul. O volume de negócios avança 5%, chegando a 608 milhões de euros. A grife deve este avanço principalmente a uma alta de 14% em seu volume de negócios na América do Norte, com um aumento de 5% nas vendas em suas lojas na região.

Quanto aos lucros, também é a América do Norte que está puxando o avanço, em especial graças a uma margem bruta melhor por conta da alta de seus preços nas lojas. A Tommy Hilfiger registra um Ebit de mais de 88 milhões, uma alta de 15%. Pelo contrário, a atividade no exterior continua no marasmo. Suas vendas, assim como seu resultado permanecem inalterados, apesar de uma alta de 4% na atividade de suas lojas na Europa. Sem dúvida, a debilidade do mercado japonês contrabalanceou parcialmente este avanço.

As marcas Heritage em avanço

Enfim, o seguimento Heritage Brands se beneficia do aporte da Speedo, da Warner's e da Olga, que pertencem à Warnaco. O seguimento, que já contava com as marcas Izod (masculina), Van Heusen e Arrow, apresenta um volume de negócios de 368 milhões de euros ante 296 no ano anterior. As antigas marcas da Warnaco aportam 94 milhões de euros. As marcas preexistentes acusam um recuo de 1% em seu volume de negócios, com um retrocesso de 7% em sua atividade nas lojas do grupo. Uma vez que os bons resultados, no atacado, da marca Izod não permitiram a contenção do recuo. A integração de novas entidades está acontecendo muito bem para o seguimento, que apresenta um Ebit de 16 milhões ante 13 milhões um ano antes.

O grupo PVH explica que conta com um volume de negócios de 6,1 bilhões de euros em 2013-14, dos quais 2,06 pela Calvin Klein, 2,5 pela Tommy Hilfiger e 1,54 bilhões pela Heritage Brands.

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