×
Por
Reuters
Publicado em
4 de ago. de 2016
Tempo de leitura
2 Minutos
Compartilhar
Baixar
Fazer download do artigo
Imprimir
Clique aqui para imprimir
Tamanho do texto
aA+ aA-

Procter & Gamble: trimestre superior às expectativas

Por
Reuters
Publicado em
4 de ago. de 2016

Procter & Gamble anunciou ter registrado resultados trimestrais superiores as expectativas, o que leva a gigante dos bens de consumo corrente, proprietária de marcas como Pampers, Tide e Gillette, a antecipar uma alta do seu volume de negócios anual depois de dois anos de queda das vendas.

Procter & Gamble


Procter & Gamble explicou que antecipou para o exercício que começou a 1º de julho um volume de negócios líquido em alta de 1%, o que corresponderia a 65,95 bilhões de dólares (214,8 bilhões de reais), nível conforme às expectativas dos analistas financeiros, segundo o consenso Thomson Reuters I/B/E/S.
 
Fora operações venezuelanas e fora impacto tanto de encargos como de eventuais mudanças de base, o grupo vê suas vendas aumentar 2% no exercício 2016-2017, que será encerrado a 30 de junho.

A companhia se lançou num programa de venda de marcas não rentáveis, preferindo se concentrar em valores seguros como Pampers, Gillette e Tide para relançar suas vendas. O grupo cortou também postos de trabalho e fechou fábricas. Figurando entre os maiores anunciantes publicitários do planeta, a Procter & Gamble, por outro lado, tem recorrido menos às agências no âmbito de um programa de cortes de custos.
 
A empresa explicou assim ter reduzido em 600 milhões de dólares seus gastos publicitários ligados a agências ao longo dos dois últimos exercícios.
 
O volume de negócios do período abril-junho, o quarto do seu exercício 2015-2016, caiu 2,7%, indo a 16.1 bilhões de dólares (52.44 bilhões de euros), embora os analistas financeiros tenham antecipado em média 15.83 bilhões.
 
Na China, segundo maior mercado da Procter & Gamble depois dos Estados Unidos, as vendas do grupo se estabilizaram em relação ao quarto trimestre de 2015-2016, o que põe um fim a uma série de três trimestres de quedas de entregas.
 
O lucro líquido do grupo no período ficou em 1.95 bilhão de dólares, ou seja, 0,96 dólar por ação, contra 521 milhões (0,18 dólar/ação) há um ano.
 
As contas consolidadas do quarto trimestre de 2014-2015 haviam sofrido por uma modificação do registro das operações venezuelanas do grupo.
 
Fora elementos excepcionais, o lucro por ação ficou em 0,79 dólar, embora os analistas tenham antecipado 0,74 segundo o consenso da Thomson Reuters I/B/E/S.
 
O grupo acrescenta que conta para 2016-2017 com uma alta de cerca de 5% do seu lucro ajustado por ação. A título de 2015-2016, este lucro ficou em 3,67 dólares.

© Thomson Reuters 2021 Todos os direitos reservados.