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25 de set. de 2015
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Première Vision: os encontros internacionais se adaptam aos mercados

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25 de set. de 2015

Enquanto consolida seu espaço em Istambul e enriquecer sua oferta em Nova York, a organizadora dos salões Première Vision apronta-se para abordar Xangai via abordagem inédita, mas também em Seul, enquanto o salão de São Paulo é colocado em stand-by, consequência das dificuldades econômicas brasileiras.

Première Vision São Paulo - PV


A decisão foi tomada há alguns dias. Entre crescimento abaixo de 2%, inflação de 9% e degringolada do Real, a edição de 4 e 5 de novembro próximo se anunciava particularmente difícil. "Seria um suicídio coletivo ir ao salão", resume para o FashionMag.com Guglielmo Olearo, diretor dos salões internacionais da PV, que lembra que este encontro tem por especificidade misturar expositores locais e europeus.
 
"Os expositores locais estão passando por dificuldades. E se os tecidos europeus já estavam dificilmente competitivos há seis meses, com o Real, pouco compradores locais terão os meios para comprar na Europa. Vamos estudar novas abordagens, pois fomos atingidos pela rapidez desta degradação terrível, que nenhum especialista já havia visto".

Uma nova abordagem é o que a Première Vision pretende propor na Ásia já em outubro. Depois de colocar o salão de Xangai em stand-by no início do ano, a organizadora retornará aí junto com a Première Vision Live em 15 e 16 de outubro, em parceria e em paralelo à Fashion Week. Alguns dias mais cedo, um encontro similar ocorre em 12 e 13 de outubro em Seul.
 
Dois encontros que tomarão forma de master-class, seminários e keanotes, dando a palavra aos escritórios de tendências, estilistas locais e ainda aos especialistas na costura. Encontros BtoB serão, por outro lado, organizados com cerca de quarenta players do setor.
 
"Xangai segue incontornável para o mercado chinês, e Seul tornou-se a capital da moda da Ásia", explica Guglielmo Olearo. "É um modelo no qual acreditamos. Foi concebido para responder à demanda asiática, que precisa de informações e de ferramentas. Mas foi pensado também para ser flexível, reprodutível um pouco em todos os cantos do mundo. Tomados pelas questões dos custos, os profissionais precisam de eficiência. É a palavra-chave desta nova forma de encontro Première Vision".
 
Uma nova forma é também o que será oferecido na edição de Nova York em 18 e 19 de janeiro. Depois de ter atraído um número recorde de 4.415 profissionais em torno de 306 expositores, o encontro pretende esta vez reunir cerca de 375 empresas. A oferta têxtil será enriquecida pela presença da confecção ao trabalho propriamente dito, de especialistas no couro, e de uma oferta exclusiva no setor do denim. "Estamos realmente prontos para investir mais neste mercado", explica Guglielmo Olearo.
 
Um sucesso que a organizadora de salões pretende mesmo encontrar ainda em Istambul, onde os dois primeiros encontros souberam conquistar um lugar na agenda dos grandes do cenário regional.
 
Cerca de 160 expositores são anunciados para a edição de 21 a 23 de novembro próximo, apesar de um contexto econômico menos favorável que antes, entre desaceleração e peso importante do mercado russo. No entanto, é anunciada uma presença reforçada do Iran, país ao qual a Première Vision pretende fazer de Istambul uma porta de entrada.

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