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Première Vision adquire o salão Cuir à Paris

Publicado em
today 20 de fev de 2014
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Depois de ter assumido o salão de aviamento e acessórios Modamont, após a compra do polo de moda da Eurovet, tendo o principal objetivo de por as mãos no salão Zoom by Fatex, a Première Vision anuncia agora a compra do único salão “Plural” que não possuía: o Cuir à Paris.

Os corredores da atual edição do salão Cuir à Paris em Villepinte. Foto: Matthieu Guinebault - Foto: Matthieu Guinebault


No que diz respeito aos seis salões que compõem o encontro Première Vision Pluriel, a mostra voltada ao couro e aos forros foi na verdade a última com promoção própria, dirigida pela Confederação Nacional do Couro (França).

Finalmente a organismo decidiu ceder o seu encontro à Première Vision SA, que adquire a mostra através da sua filial Modamont. Uma mudança que vai ser concretizada no próximo dia 1º de março, mas que não ocasionará mudanças dentro das equipes, agora coordenadas juntamente com as do Première Vision.

No entanto, será constituído um comitê estratégico no qual um determinado número de profissionais do setor serão representados para acompanhar o desenvolvimento futuro do salão na definição da sua estratégia.

“O Cuir à Paris tem cerca de quinze anos e tornou-se Pluriel [Plural, com diversos segmentos do setor] em 2005, passando desde então por um desenvolvimento extremamente regular e forte”, lembra Philippe Pasquet, presidente do conselho de administração da Première Vision SA.

“Um desenvolvimento que justifica e valida uma estratégia voltada para o Pluriel, que busca trazer a oferta mais completa possível em matéria de serviços para as marcas de moda”, explica o dirigente. “Reunindo sob a direção de uma mesma organização seis salões, preparando-nos um evento único no mundo, o qual vai ganhar ainda em eficiência e coerência. O trabalho das equipes do Cuir à Paris estão dando frutos. Com o poder de fogo do qual dispõe a Première Vision, nós esperamos reforçar esse crescimento”.

O presidente da Confederação Nacional do Couro, Paul Batigne, dividiu a sua emoção, diante do que ele não vê como uma mudança, mas sim como uma evolução. “É preciso saber evoluir num mundo que muda”, aponta. “O Cuir à Paris tem um caráter bastante complementar para os seus vizinhos e é normal que ele dure bastante, certamente ao ser exportado. Porque aqui ele funcionou muito bem, e espero que ele faça o mesmo em outros lugares. De qualquer forma, a evolução que está acontecendo é um fator de valorização para o setor”.

Exportar o Cuir à Paris? Questionado pela FashionMag, Philippe Pasquet aponta que não existe nenhum projeto atualmente, mas que um desenvolvimento dessa envergadura seria lógico. “O conceito de Pluriel busca apresentar uma oferta complementar e coerente”, aponta o dirigente. “O modelo válido para Paris deve a priori ser válido em outros lugares. Todas as nossas ações têm vocação para se fazerem presentes, sob uma forma ou outra, em diferentes operações. Mas temos de ser pragmáticos de acordo com os mercados. Por exemplo, nós entramos em 2000 em Nova York com o tecido, antes de comprar ali um salão de design em 2008 e de desenvolver um de acessórios neste ano. No Brasil, nós temos designers e empresas têxteis e estamos integrando na reflexão as áreas do couro e dos forros em função das demandas locais”.

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