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Mapic: uma edição de sucesso cada vez mais internacional

Publicado em
today 17 de nov de 2013
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Apesar da conjuntura europeia, o Mapic, Mercado Internacional dos Profissionais do Comércio Imobiliário, se encontrou mais uma vez com o sucesso em Cannes de 13 a 15 de novembro. Esta é a opinião da diretora do salão, Nathalie Depetro. E é também a de muitos participantes.

O salão obteve uma visitação muito boa.


Primeira razão levantada por Nathalie Depetro: “O Mapic é um salão bastante internacional, com participantes de 70 países”, destaca a diretora. De fato, dentre os 8300 visitantes e expositores, desta vez foram cerca de 2500 Franceses, 1000 Italianos, 1000 Russos etc.

Acima de tudo, quase todas as regiões do mundo estavam presentes: a China (em particular, por meio da promotora chinesa Wanda), a Índia, o Brasil, o Oriente Médio, certamente com menos representantes do que há um ano. Por isso, para Nathalie Depetro, a crise de 2008, que impactou a visitação do Mapic, hoje parece ter chegado ao fim. Ela também insiste na vocação do salão em trazer líderes mundiais de todas as partes do globo. “Este é o nosso objetivo, muito mais do que instalar uma edição na Ásia, por exemplo”, afirma (a empresa organizadora, Reed, também dirige uma edição do Mipim na Ásia, o Mipim Asia).

Com certeza, é um pouco como em todos os salões de hoje, o Mapic não é um salão no qual as marcas se engajam definitivamente nos projetos. “Servimos muitos mais como uma espécie de ponte”, destaca assim Philippe Barbry, presidente da Devred 1902, com quem cruzamos nos corredores do evento. “Mas o salão permite que adiantemos alguns projetos”, sublinha Emmanuel Goffaux, diretor de varejo da Italiana Liu Jo.

Intercâmbios que podem dar frutos e, acima de tudo, a possibilidade de explicar alguns projetos, assim como trocar experiências sobre novas tendências. No que diz respeito ao primeiro ponto, por exemplo, para o grupo Auchan, esta foi a ocasião de explicar seu grande projeto de espaço de convivência, hoteleiro e comercial que alguns acham uma utopia, o Europa City, na periferia norte de Paris. Ou, para a Apsys – bastante orgulhosa com o início do Centro Comercial Beaugrenelle –, de seguir em frente e de comentar seu novo projeto.

Philippe Starck durante sua palestra


As novas tendências nada mais são do que aquilo que a organizadora do salão tenta captar, com o objetivo de realizar conferências e promover intercâmbios. Este é o caso, desde o ano passado, da Digital Summit. De fato, o evento ocorreu de portas fechadas (com cinquenta convidados!) na véspera do salão. Mas, desta vez, um resumo foi apresentado em uma conferência aberta ao público.

Dentre todas as conferências programadas, a arquitetura dos centros comerciais também foi abordada, tendo Philippe Starck como estrela, e o desenvolvimento das pop ups, novos conceitos que invadem não só as capitais, mas também os centros comerciais.

“É o que estamos vendo, explica Nathalie Depetro, o centro comercial se tornou um lugar de vida, de vínculo social, especialmente nos países emergentes, tanto quanto um simples local de compras. O Mapic está levando isso em conta”.

Uma observação, talvez com certo ar de lamento, por parte dos participantes, como Franck Valet, da SCC Vendôme, ressulta do fato de o salão não atrair os players do setor do luxo. “Hoje há muito mais deles do que já houve no passado”, ressalta a diretora do Mapic, especificando: “De fato, o setor imobiliário do luxo quer manter seu lado exclusivo. Ainda que seja um mercado ímpar, aí também, nos mercados emergentes, as grifes de luxo já se encontram bastante presentes nos centros comerciais!”.

Fotos: FashionMag

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