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10 de mar. de 2016
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Inditex (dona da Zara) obtém lucro 15% superior em 2015

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EFE
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10 de mar. de 2016

O grupo espanhol Inditex, proprietário de redes de moda como Zara e Massimo Dutti, alcançou um lucro líquido de 2.875 bilhões de euros (cerca de 11,955 bilhões de reais) em seu último exercício fiscal, ou seja, 15% mais que no ano anterior, enquanto suas vendas superaram pela primeira vez a barreira dos 20 bilhões de euros (83.16 bilhões de reais), com um crescimento de 15,4%.

Loja Zara nos Campos Elísios - Inditex


Mais especificamente, as contas, encerradas a 31 de janeiro, arrolam um volume de negócios de 20.900 bilhões de euros, informou esta quarta-feira a companhia, que destaca que, com câmbio constante, as vendas aumentaram 15% e que em base comparativa (lojas que estão há mais de um ano abertas) o crescimento foi de 8,5%.
 
O resultado bruto de exploração (Ebitda) recuperou 15%, indo aos 4.699 bilhões, de acordo com o grupo, que no ano passado gerou 15.800 postos de trabalho, 4.120 deles na Espanha, e encerrou o exercício com um quadro total de 152.854 empregados.

Com estes números, a Inditex se mantém à frente da sua rival direta na luta pelo posto mais alto da moda mundial, H&M, cujas vendas rondaram os 19.500 bilhões de euros, com um lucro de 2.250 bilhões.
 
Adiantando sobre o exercício de 2016, a Inditex explica que as vendas em lojas e em linha, levando em conta um câmbio constante, aumentaram 15% no período que abarca desde 1.º de fevereiro até 7 de março.
 
O grupo, capitaneado por Pablo Isla, encerrou o exercício com presença em 88 mercados em 7.013 lojas, depois de contabilizar 330 aberturas líquidas (inaugurações menos fechamentos).
 
Ao longo do presente exercício, a Inditex prevê investir 1.500 bilhão e pôs como seu objetivo para 2016 contabilizar entre 400 e 460 aberturas brutas e absorver entre 100 e 120 lojas pequenas dentro da sua estratégia de otimizar sua rede comercial.
 
Além disso, o grupo estrear-se-á em cinco novos mercados: Vietnam, Nova Zelândia, Paraguai, Aruba e Nicarágua, ao mesmo tempo que prevê contar com lojas na Internet de todas as suas marcas na Europa e Turquia.
 
Em um comunicado, o grupo afirma que vê grandes oportunidades de crescimento e continua com a expansão global do seu modelo integrado de lojas físicas e na Internet, a que acrescenta que, nos próximos anos, aumentará seu espaço comercial em localizações "chave" entre 6 e 8%.
 
De volta às contas de 2015, a Espanha trouxe ao grupo 17,7% das suas vendas, face aos 19% um ano antes; enquanto a Ásia aumentou seu peso, passando de 21,1% para 23,5%, e a Europa diminuiu de 46 para 44%. Já o continente americano passou de 13,9% para 14,7% de representatividade.
 
Por redes, a Zara faturou 13.628 bilhões, 17,5% mais; Pull&Bear 1.417 (10,4 %), Massimo Dutti 1.498 (6 %), Bershka 1.875 (12,7%), Stradivarius 1.289 (14,1 %), Oysho 452 (8,7 %), Zara Home 666 (21,5 %) e Uterqüe, 75 milhões (10,3 %).
 
As despesas operacionais se mantiveram sob "rigoroso controle" durante o exercício, com um crescimento de 14%, ascendendo a 7.392 bilhões de euros, principalmente como resultado do crescimento das vendas e da nova superfície comercial aberta.
 
O grupo Inditex encerrou o exercício com um caixa de 4.226 bilhões de euros, superior em 11,3% àquele de um ano antes, enquanto sua dívida financeira se situou em 10 milhões, face aos 8 milhões vistos no ano anterior.

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