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1 de jun. de 2011
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Índia na mira do setor de máquinas

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Publicado em
1 de jun. de 2011

O setor brasileiro de máquinas e equipamentos para calçados e curtumes está avançando alguns passos rumo a um de seus mercados-alvo na exportação: a Índia. A distância do Brasil é grande, não somente em termos de localização geográfica, mas também de cultura geral, de negócios, e até mesmo religiosa, o que pode influenciar as relações comerciais. Ainda assim, os empresários brasileiros podem vislumbrar um futuro promissor, uma vez que os indianos possuem um profundo respeito pelo cluster calçadista brasileiro, embora ainda não sejam compradores assíduos das máquinas verde-amarelas.

Esta foi a principal mensagem aos fabricantes de máquinas na noite de 17 de abril, na sede da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores de Couro, Calçados e Afins (Abrameq), em Novo Hamburgo/RS. Na ocasião, a consultora de negócios Ariane Almeida apresentou os resultados de um estudo de prospecção para este mercado.

De acordo com a consultora, para iniciar um trabalho com os indianos o mais aconselhável é escolher um nicho de mercado e focar um polo produtor, pois a Índia é o segundo maior fabricante de calçados do mundo e, consequentemente, possui um mercado grande demais. “Se o empresário quiser atender todos os nichos, acaba se perdendo. É melhor escolher de acordo com algumas características pré-estabelecidas”, sustentou. O recomendado aos brasileiros é manter a atenção às empresas exportadoras, uma vez que o mercado doméstico indiano é abastecido por calçados feitos, geralmente, a mão ou em fábricas que utilizam equipamentos obsoletos. O estudo de prospecção foi realizado nos polos de Ambur, Kanpur, Agra e Chennai.

Outra vantagem aos fabricantes nacionais é que o setor brasileiro é considerado na Índia como um dos melhores em termos de tecnologia voltada ao conforto. Somando isso ao fato de que os indianos têm boa parte de sua produção direcionada ao segmento masculino, aumentam as chances de aceitação das máquinas Made in Brazil. “O próximo passo é reunir as empresas que têm interesse neste mercado e começar a prospecção, que será feita de diversas formas”, destacou Isabel Aguiar, diretora-executiva da Abrameq. Ela adiantou que a entidade já possui uma relação com algumas empresas interessadas em máquinas brasileiras. As exigências dos compradores indianos estão nos quesitos preço e qualidade de serviços.

Todo o trabalho direcionado à internacionalização do setor é viabilizado através do programa Máquinas by Brasil, que é coordenado pela Abrameq, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Mais informações sobre o programa no site www.maquinasbybrasil. com.br.

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