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8 de nov. de 2014
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Gisele Bündchen: "A moda não me define, não me sinto sua escrava"

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Europa Press
Publicado em
8 de nov. de 2014

São Paulo (Notimérica) – A top brasileira Gisele Bündchen, considerada a número um mundial, voltou na semana passada ao Brasil para desfilar no São Paulo Fashion Week (SPFW) e aproveitou para diferenciar entre a sua personalidade e a indústria: "Meu trabalho não define quem sou como pessoa e, apesar de me divertir fazendo moda, não me sinto escrava dela", disse.

Foto: Europa Press


Aos 34 anos e perto de completar 20 sobre as passarelas, Bündchen segue sendo a modelo mais bem paga do mundo e aquela que está em todas as capas de revistas. O segredo do seu sucesso está, na sua opinião, em que chegou "no momento adequado", quando a moda necessitava de alguém do seu perfil para mudar, segundo explicou em uma entrevista à 'Folha de São Paulo'.

A top lembra como, nos anos 90, as modelos do denominado 'heroin chique', extremamente magras e de aspecto extenuado, dominavam o panorama: "Era enorme a quantidade de meninas que tinham piercings, tatuagens, olheiras. Daí cheguei para a moda assim: comprida, magra, saudável, cabelo grosso, feliz. As pessoas se perguntavam quem é esse E.T.", lembra, divertida.

Por conseguinte, Bündchen não acredita que começaria a triunfar pelo seu aspecto e sim pela necessidade que havia de uma mudança de tendência, mudanças com as quais ela, fiel à mesma imagem há anos, não quer se acostumar. Ela afirma que se diverte colocando perucas e mudando de personalidade nas sessões de fotos, mas que considera muito importante sentir-se bem depois do trabalho: "Tirar a maquiagem, desmontar o cabelo, voltar a ser simplesmente eu".

Além disso, ela confessa que não gosta de tirar a roupa diante das lente: "A única vez em que fiquei nua de verdade foi para o (fotógrafo) Irving Penn [em 1999]. Nunca achei que tivesse corpão, não tenho tanto peito nem quadril. Aprendi a usar o corpo no foto", diz, ressaltando que um dos seus melhores professores foi o fotógrafo Steven Meisel. Em uma sessão para a edição americana da 'Vogue', ele colocou um espelho na frente dela enquanto fazia fotos. "Aprendi a posição correta ali", diz a modelo.

Bündchen desfilou em São Paulo para a marca brasileira Colcci, e ao ser questionada sobre a evolução do setor no Brasil lembra que há "muitos estilistas competentes" e que a moda brasileira consegue levar às passarelas um pouco da rica cultura artesanal do país. No entanto, lembra que quem "dita" a moda no mundo ainda são os berços tradicionais, como França, Itália e Estados Unidos. "Mas é possível encontrar oportunidades lá fora", avisa a top model.

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