×
887
Fashion Jobs
keyboard_arrow_left
keyboard_arrow_right

GDS se reposiciona no mercado internacional de feiras

Por
Exclusivo
Publicado em
today 16 de set de 2013
Tempo de leitura
access_time 4 Minutos
Compartilhar
Baixar
Fazer download do artigo
Imprimir
Clique aqui para imprimir
Tamanho do texto
aA+ aA-

As novas datas da GDS, em julho de 2014 e no início de fevereiro de 2015, deixam a mensagem clara de que a feira alemã deverá se tornar a mostra que dá início a temporada de vendas de cada estação. Com novo nome – GDS, Global Destination for Shoes and Accessories –, o evento foi apresentado pela diretora Kirstin Deutelmoser em uma conferência lotada no segundo dia da mostra (15).

Hall 3 da feira calçadista GDS. Foto: www.gds-online.com/‎


"Após muitas conversas com lojistas, distribuidores e fabricantes, entendemos que a GDS deveria acompanhar as mudanças do mercado", contou Kirstin. Segundo ela, percebeu-se que os varejistas buscam orientação para as compras e que as marcas buscam uma oportunidade para apresentar seus diferenciais competitivos. Werner Matthias Dornscheidt, presidente da Messe Düsseldorf, organizadora da feira, completou dizendo que a nova data vai ao encontro desse propósito, oferecendo orientação já no início da temporada. "Os expositores devem ver a feira não apenas como um evento, mas também como uma plataforma para a promoção de suas marcas”, disse.

Além das datas, a feira deve abrir seu espaço também para marcas de acessórios, que devem acompanhar os calçados na composição do look, adotando uma nova estratégia baseada em três pilares: plataforma de promoção de marca, estrutura da feira inspirada no cenário urbano e integração com a cidade de Düsseldorf.

A plataforma de promoção será chamada de 15 Minutes of Fame (15 minutos de fama) e tem o objetivo de divulgar as marcas expositoras não apenas para os compradores, mas também para o consumidor que usará o calçado no dia a dia. Para isso, diversas atividades serão criadas, como uma visita guiada pela feira com jornalistas, um dia especial para blogueiras de moda, além de vitrines espalhadas pela feira.

Em termos de estrutura, a feira será dividida em apenas três segmentos, chamados de Mundos de Compras. O primeiro, Highstreet, é inspirado nas maiores ruas de compras do mundo, como a Oxford street, em Londres e a Ramblas, em Barcelona. Essa rua principal terá as maiores e mais conhecidas marcas e cortará três pavilhões. Ao redor, ficarão os fabricantes menores, que terão uma visualização melhor. O segundo Mundo se chamará Pop Up e terá um formato de feira de rua, com criatividade liberada para apresentar marcas novas e inovadoras. O terceiro pavilhão se chamará Studio e apresentará marcas premium, com mais destaque para o produto do que para a grife.

Em cada um dos Mundos, os visitantes serão guiados por uma avenida principal, com grandes marcas, apresentações de produtos, vídeos e desfiles. "Cada Mundo de Compras é desenhado individualmente a faz com que os visitantes se sintam entrando em diferentes bairros de uma mesma cidade", contou Kirstin.

O terceiro pilar fica por conta da integração entre a feira e a cidade de Düsseldorf, que se abre para eventos e apresentações organizados pelos parceiros locais dos expositores, ou por lojas monomarca. Esse pilar pretende transformar a cidade em uma plataforma adicional de comunicação do setor. "Queremos cooperar com nossos clientes ainda mais de perto para, juntos, comunicarmos a mensagem das marcas. Essas mudanças não apenas apresentam inovações aos compradores, mas também geram entusiasmo nos consumidores", conclui a diretora da feira.

O que os brasileiros pensam sobre a mudança

Para Cristiano Körbes, coordenador de projetos da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a feira estava pedindo por mudanças. "Acreditamos na pesquisa realizada pela GDS, que mostra uma tendência positiva para as mudanças propostas. Em termos de data, as marcas brasileiras estarão com suas coleções prontas já para as feiras do Brasil", falou. Fabio Spohr, diretor de exportações da Stéphanie Classic concordou. "Num primeiro momento, a mudança de data não altera muita coisa, pois nossa coleção terá sido apresentada nas feiras do Brasil e na Expo Riva Schuh", declarou.

Gabriel Ranft, vice-diretor comercial da Pegada, se diz um pouco receoso quanto às mudanças. "Agrada-me essa reestruturação, mas, ao mesmo tempo, corremos um risco de ficarmos mal localizados", falou. Já Magale Kich, gerente de exportação da Ramarim, se disse muito satisfeita com a proposta para os pavilhões, porém se diz bastante prejudicada com as novas datas. “As datas ficaram muito ruins para a minha estratégia de negócio, que é de quatro coleções por estação. Isso pode dificultar meu posicionamento e acabar me empurrando para a Micam, que será um pouco mais tarde”, lamentou.

EMPRESAS – Participam desta edição da feira, 17 empresas brasileiras de calçados: Amazonas Sandals, Ipanema, Anatomic & Co, Pegada, Sapatoterapia, Usaflex, Piccadilly, Ramarim, Bibi, Ortopé, Vizzano (Beira Rio), Dumond/Lilly's Closet/Capodarte, Jorge Bischoff, Super Star, Wirth, Stéphanie Classic e Sollu. O apoio é do Brazilian Footwear, programa de promoção das exportações brasileiras de calçados, uma parceria entre Abicalçados e Apex-Brasil.

Copyright © 2019 Exclusivo On Line. Todos os diretos Reservados.