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10 de set. de 2013
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GDS enfatiza a evolução do calçado brasileiro

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10 de set. de 2013

Em entrevista exclusiva, a diretora de uma das mais tradicionais feiras de calçados do mundo, a GDS – International Event for Shoes & Accessories, Kirsten Deutemolser, fala de suas expectativas para a mostra e destaca a evolução do calçado brasileiro.

A feira alemã, que ocorre entre os dias 11 e 13 de setembro, em Düsseldorf, terá a presença de 24 marcas verde-amarelas, mais uma vez auxiliadas pelo programa de apoio às exportações desenvolvido pela Abicalçados com o apoio da Apex-Brasil, Brazilian Footwear.

Anatomic & Co; Rider – Ipanema – Grendha; Dumond – Lilly's Closet; Ortopé; Bibi; Beira Rio; Vizzano – Molekinha – Moleca – BR Sport; Pegada; Piccadilly; Sapatoterapia; Stéphanie Classic; Wirth; Ramarim; Usaflex; Super Star; Jorge Bischoff; Amazonas Sandals e Sollu representam a moda nacional nesta edição do evento.

Brazilian Footwear – O que mudou desde que você se tornou diretora da GDS?
Kirsten Deutemolser – Em geral, o mercado mudou. Há mais participantes novos no mercado de sapatos tradicionais. No varejo, há também um número crescente de boutiques que estão vendendo sapatos em suas lojas. E, naturalmente, o varejo on-line está se tornando muito popular entre os jovens. Ao mesmo tempo, a Internet, ou melhor, o e-commerce e o marketing on-line também geram mudanças e obrigam as empresas a reformular alguns pensamentos. Empresas de confecção em geral estabeleceram a oferta complementar de sapatos, o que leva a uma nova configuração competitiva entre as indústrias de vestuário e calçados. Em relação a GDS, o comportamento e as expectativas dos expositores e visitantes mudou muito desde então. Enquanto o número de pedidos era muito maior no passado, as feiras são muito mais informativas.

Brazilian Footwear – Em sua opinião, quais são os fatores-chave para o sucesso da feira?
Kirsten Deutemolser – A GDS é um reflexo de todo o espectro da indústria calçadista internacional. E ainda assim, apesar desta amplitude, os varejistas do setor são capazes de encontrar rapidamente informações, apresentadas de maneira concisa. Conseguimos fazer isso em parte porque a estrutura da GDS é muito organizada, apresentando mundos temáticos distintos, implementados sistematicamente. Isso se soma às informações de moda que nós fornecemos. Nós definimos as tendências atuais a cada GDS e as utilizamos de várias maneiras. Por exemplo, os desfiles de moda na GDS são exclusivos, eles apresentam os sapatos como parte de looks completos.

Brazilian Footwear – Temos conhecimento de um programa chamado VIB (Very Important Buyers – Compradores Muito Importantes). Como ele funciona? Tem obtido bons resultados?
Kirsten Deutemolser – O programa VIB se refere a compradores internacionais de empresas muito relevantes e que funcionam como multiplicadoras em seus respectivos mercados. Geralmente são lojas multimarcas, marcas de alta qualidade ou marcas que são amplamente conhecidas. Os VIBs são selecionados por meio de determinados critérios e recebem tratamento especial durante a GDS e a GLOBAL SHOES.

Brazilian Footwear – O Brazilian Footwear apoia a GDS desde o início. Você vê os fabricantes brasileiros como grandes players no mercado calçadista?
Kirsten Deutemolser – O programa Brazilian Footwear acompanha a GDS desde o princípio e a GDS foi a base para que calçadistas brasileiros desenvolvessem seus negócios na Europa. Nós passamos por altos e baixos no ramo calçadista. A indústria calçadista brasileira está crescendo cada vez mais e demonstra elevado potencial para o futuro. Estamos felizes em ter um parceiro fiel como o programa Brazilian Footwear.

Brazilian Footwear – Você vê alguma melhoria em relação aos expositores brasileiros? Formato de negócios, presença, ferramentas de imagem (estandes, anúncios, etc.)?
Kirsten Deutemolser – A imagem dos expositores brasileiros tem melhorado muito desde o início. Nas últimas décadas, a maioria das fábricas mudou da produção em massa para o mercado norte-americano para uma estratégia global de venda para nichos de mercado. Hoje em dia, há várias empresas brasileiras que têm um desempenho tão bom quanto marcas italianas e espanholas consolidadas no mercado internacional, considerando as suas coleções, qualidade e imagem. A GDS sempre incentiva e apoia os fabricantes brasileiros a se desenvolverem da mesma forma.

Brazilian Footwear – Para a feira, quão importante é ter um grupo tão grande de expositores brasileiros?
Kirsten Deutemolser – Para a GDS, como uma feira líder do setor, a questão da internacionalização é muito importante. Isso se aplica, em particular, aos expositores e aos visitantes. O setor calçadista internacional tem que lutar contra situações econômicas difíceis. Ou seja, as empresas consideram cuidadosamente onde irão exibir suas coleções. A GDS vivencia esse fato. Para se certificar de que o número de expositores brasileiros aumente, temos que ter conhecimento do mercado brasileiro e constantemente desenvolver novos temas e ofertas.

Brazilian Footwear – Uma tendência do mercado é que compradores (principalmente distribuidores) antecipem cada vez mais seus pedidos. Em função disso, a GDS tomou a frente e antecipou sua data para o próximo ano. O que se espera com isso?
Kirsten Deutemolser – A GDS se concentrará na comunicação, informação e na promoção de marcas, permitindo assim que os compradores tenham uma visão geral na fase inicial. Dessa forma, eles podem começar o ciclo de pedidos com todas as informações necessárias. O desafio para a GDS é desenvolver um conceito moderno de feira para apoiar a indústria, enfrentando esses desafios. O novo conceito será apresentado no dia 12 de setembro, na próxima GDS.

Brazilian Footwear – Você acredita que outros eventos irão seguir o exemplo e mudar as datas, como a Micam fez?
Kirsten Deutemolser – Essa mudança poderia ter sido uma boa oportunidade tanto para a Micam quanto para a GDS. Por termos optado por um posicionamento diferente, poderíamos evitar a concorrência. Mas a Micam nos acompanhou. Agora é ainda mais importante que o nosso novo posicionamento seja convincente.

Brazilian Footwear – Como você vê o futuro do setor calçadista? Em sua opinião, o que as empresas devem fazer para ter sucesso?
Kirsten Deutemolser – Existem algumas características principais para uma marca de sucesso. O branding é a mais importante, além de autenticidade e credibilidade. Isto significa que a marca e a empresa por trás da marca têm que dizer algo para os consumidores. A identidade e a história de fundo e, em consequência, toda a imagem por trás do produto, devem ser transportadas através de uma história única. Tudo se relaciona com a moda e com a tarefa de ser autêntico. Unindo forças com nossos expositores, nos certificamos de que a moda calçadista tivesse uma crescente cobertura da mídia nos últimos anos. Somos uma mostra calçadista única, com uma visão ampla dos negócios e da moda calçadista.

Brazilian Footwear – O que podemos esperar para a próxima edição da GDS?
Kirsten Deutemolser – Além da feira em si, a programação paralela é um componente importante e essencial da GDS. Vários especialistas fornecem informações sobre as mais recentes tendências e problemas do setor calçadista no Speakers' Corner, enquanto os visitantes têm a oportunidade de se inteirar sobre diversos assuntos do setor e conferir um preview de tendências para as temporadas de primavera-verão de 2014 e outono-inverno de 2014/2015. Mais uma vez, a próxima GDS também será acompanhada de várias celebrações e eventos. Lloyd e Peter Kaiser estão entre os que tem um motivo para brindar – ambos comemoram aniversário durante a GDS. E mais um aniversário será comemorado pela editora especialista Sternefeld: o Premio Schuhkurier será entregue pela décima vez – desta vez, novamente como parte da GDS em Düsseldorf. E temos também a festa "Bahama Mama".

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