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Publicado em
9 de mar. de 2010
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Gaultier e Galliano embarcam em viagem étnica em Paris

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Terra
Publicado em
9 de mar. de 2010

Os desfiles de inverno de Paris, que terminam na próxima quarta-feira (10), deram a volta ao mundo no último fim de semana, com estilistas de peso se inspirando no estilo étnico de vários países e em viagens nômades, como se não existissem mais fronteiras mundiais.


John Galliano. Foto: Pixel Formula


O resultado foram peças elaboradas com muito bordados, volumes, cores e sobreposições. Por outro lado, o apelo sensual e leve, sem exageros, mas com certa transparência, também fizeram parte dos desfiles, que teve nesta segunda-feira a apresentação da grife Emanuel Ungaro, agora sem a atriz Lindsay Lohan como consultora de estilo.

Jean-Paul Gaultier pegou referências que viajaram do Uzbequistão ao Alasca. As tendências foram levadas às últimas consequências, com peças coloridas, inspiração oriental e até golas que lembravam as usadas por tribos africanas que levantam o pescoço. Não faltaram referências folclóricas, coloridas, exuberantes. No meio disso tudo, casacos retos, saias mais arredondadas, corseletes, tricôs, capuzes e turbantes mil para se proteger do frio nesse vários países visitados.

Uma tribo de nômades aventureiros, em busca de novas fronteiras foi o mote de John Galliano para o inverno. Nessa viagem, o estilista, que havia levado mulheres libertinas e roupas de montaria para o inverno de Christian Dior, abusou de bordados e peles em roupas amplas, tantos calças quanto blusas e vestidos. Algumas jaquetas mais justas ganhavam volume nas mangas com pele e combinavam com calças mais largas.

Hussein Chalayan também viajou, partiu de Nova York, com peças mais secas para outras terras que pediam poncho, chapéu (seria o México?) e peças de tricô com bordados coloridos, misturados a vestidos de moletom, por exemplo.

Suave Numa cadência mais suave, porém com apelo sensual, Givenchy, desenhada por Ricardo Tisci, lançou mão de uma tendência recorrente para o inverno: rendas e transparências, que podiam vir tanto em blusas quanto em vestidos, numa alusão às lingeries. Para tanto, estruturas ajustadas no tronco, leves drapeados e cores como preto, nude e vermelho.

Stella McCartney também usou transparências suaves nos vestidos curtos e retos, mas não ajustados - aliás, o shape quase total da coleção criada pela filha do ex-Beatle Paul. Mesmo os casacos e os coletes em matelassê, com pegada sportswear, eram retos, sem marcar o corpo.

Roupas para se divertir foi o mote de Sonia Rykiel, cujas modelos se cumprimentavam nas passarelas e terminaram a apresentação dançando. E se tricô é tendência forte da estação, a estilista considerada rainha no assunto, fez por merecer o apelido, com vestidos e casacos ora mais arredondados ora mais retos.

Preto e branco foram as cores principais apresentadas por Karl Lagerfeld para sua própria grife (ele é responsável também pela Chanel e pela Fendi). Muitas calças skinny de efeito brilhante como vinil, muito couro e jaquetas ou vestidos mais ajustados.

O preto também foi a cor base da dupla holandesa Victor e Ralf, com pitadas de cinza e branco. Os dois fizeram performance ao vivo na passarela, construindo looks na modelos Kristen McMenamy, como se fosse um manequim de prova. Ao lado de peças de proporções enormes, mas que podem ser usadas por celebridades da vez, há casacos e calças mais retos.

E a grife Emanuel Ungaro, criticada na última edição ao apresentar vestidos bandage já vistos e revistos antes, trouxe vestidinhos para mocinhas descoladas, alguns em cores vivas e com drapeados. Casacos e macacões também apareceram na passarela. Nada ainda tão forte para fazer a grife francesa ser referência. A estilista Estrella Arch tem um trabalho e tanto pela frente.



Rosângela Espinossi

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