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17 de abr. de 2013
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Classe C representa mais de 104 milhões

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Publicado em
17 de abr. de 2013

Ela cresceu, mas cresceu tanto, que hoje agrega mais da metade da população brasileira. Conforme o Data Popular, em 2012 a classe média, também chamada de classe C, somou 104 milhões de pessoas, representando 52% dos brasileiros. Se fosse um país, a classe média brasileira seria o 12º mais populoso do mundo. Além de impressionante, sua representatividade deve continuar crescendo nos próximos anos. A projeção para 2022, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de que ela represente 57% da população.

Média, do Data Popular, indicou que a classe C deve gastar R$ 61,9 bilhões com vestuário e calçados em 2013. Analisando o valor gasto com estas despesas em 2010 – R$ 50 bilhões – percebe-se um crescimento acentuado em poucos anos. O levantamento mostra que o valor é maior do que o gasto com eletrodomésticos e eletrônicos, construção e reforma, educação, cosméticos e outros segmentos. O sócio diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, lembra que a conquista do crédito, oriunda do maior acesso aos empregos formais, contribuiu diretamente para esta expansão do consumo.

EXIGÊNCIA – O organizador do livro Varejo para Baixa Renda e professor da Fundação Getulio Vargas (São Paulo/SP), Edgard Barki, explica que o crescimento da classe C é percebido há cerca de 10 anos no Brasil, mas foi ainda mais fortalecido há aproximadamente cinco anos. Para ele, o nível de exigência do brasileiro aumentou quando ele passou a participar mais do consumo. O lado positivo é que a qualidade dos produtos e serviços também melhora. “Hoje, as lojas estão mais bonitas, mais trabalhadas”, destaca.

Barki afirma que, diferente do que se possa pensar, as necessidades das pessoas não mudam. O que sofre alteração, quando aumenta seu poder de compra, é a forma como o consumidor atende sua necessidade. “Com mais renda, aumenta o seu leque de possibilidades.” Ou seja, mais dinheiro no bolso, o consumidor pode ir além dos artigos básicos e investir, inclusive, em artigos de moda.

RESPEITO – A cultura brasileira valoriza muito a relação face a face e, entre os consumidores da classe C, o atendimento é especialmente relevante. De forma geral, eles gostam de ser respeitados e valorizados. Quem quer prestar um atendimento específico para este público, deve ter isso em mente, além de sorrir muito. A localização também é super importante, assim como um mix de produtos adequado ao gosto da clientela.

MITO DO PREÇO – A máxima de que o cliente da classe C só quer preço não passa de mito, segundo Barki. É claro que o consumidor quer pagar o mínimo possível, mas também quer qualidade e bom atendimento. Como os dois aspectos são importantes, ficou conhecido como“consumidor mais por menos”, ou seja, ao mesmo tempo que busca preços atrativos, também quer beleza, conforto e outros atributos.

O problema, segundo Barki, é quando se generaliza o comportamento da classe C. Ele diz que é impossível traçar um perfil único de uma classe social tão numerosa. Afinal, se a classe C é formada por mais de 100 milhões de pessoas, é evidente que se torna inviável criar um perfil único. “Tem gente que vai comprar por impulso, tem gente que vai se endividar, tem aqueles que pesquisam preço, tem todo tipo de cliente... e todos pertencem à classe C”, ressalta Barki. Preço, aliás, é algo muito relativo. Para o professor, consultor e palestrante Osmar Coutinho (Curitiba/PR), o consumidor, hoje, pode comprar o que quiser. “Não há caro ou barato, pois não há limite quando a pessoa acha que merece ou está apaixonada”, fundamenta. Com a possibilidade de parcelamento, o consumidor da classe C pode comprar quase tudo atualmente.

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