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22 de set. de 2014
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China vai reduzir cotas de importação de algodão para 2015

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Europa Press
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22 de set. de 2014

Pequim (Reuters/EP) – A China, maior consumidor mundial de algodão, vai reduzir as suas cotas de importação de 2015 para impulsionar a demanda por fibra doméstica, disse uma autoridade nesta segunda-feira (22), pressionando os preços futuros na China e nos Estados Unidos.

Pequim só vai fornecer cotas de importação no próximo ano para 894 mil toneladas determinadas em acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), de acordo com Liu Xiaonan, vice-chefe do departamento de economia e comércio na Comissão de Desenvolvimento Nacional e Reforma (CNDR, na sigla em inglês).


Anteriormente, a China oferecia outro tipo de cota, além daquela prevista no compromisso na OMC, mas Xiaonan disse que nenhuma cota adicional seria ofertada no próximo ano.

Importações extra cota estão sujeitas a uma tarifa de 40%. Por isso a restrição inevitavelmente vai diminuir a demanda chinesa por algodão estrangeiro.

Na campanha de comercialização 2013/14, os comerciantes estimam que Pequim tenha emitido entre 600 mil e 800 mil toneladas de cotas adicionais que não estarão mais disponíveis no próximo ano.

"Além das 894 mil toneladas de cotas de importação exigidas pelos compromissos para entrada na OMC... nós não emitiremos cotas de importação adicionais, em vez disso, vamos orientar empresas têxteis nacionais a usar mais algodão chinês", disse Xiaonan a repórteres.

Para incentivar os produtores nacionais, a China vai oferecer subsídios para as províncias nas áreas de cultivo dos rios Amarelo e Yangtze, disse outro funcionário da CNDR.

O governo havia dito anteriormente que um novo subsídio direto para os produtores de algodão só estaria disponível para Xinjiang, a principal região produtora país, aumentando os temores de que a produção da pluma nacional cairia drasticamente.

A mudança na política de cotas vai afetar grandes exportadores, como os Estados Unidos, onde a demanda chinesa tem desempenhado um papel fundamental na influência dos preços da fibra.

O contrato futuro chinês mais ativo caiu 3,6% nesta segunda-feira (22) para uma mínima de mais de cinco anos de 12.805 yuans por tonelada (cerca de 95 centavos de dólar por libra-peso).

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