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13 de jun. de 2011
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Casa de Criadores: balanço 2º dia

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UseFashion
Publicado em
13 de jun. de 2011

A 2ª noite de desfiles da Casa de Criadores foi marcada por ótimas apresentações, tanto dos jovens talentos do Projeto Lab quanto dos designers mais veteranos do evento, que sinalizam um forte desejo de encontrar equilíbrio entre criações comerciais e conceituais. Veja como foi o resultado nas passarelas.



Thiago Schynider e O.sório - Projeto Lab


As ótimas apresentações de 4 integrantes do Projeto Lab abriram a noite de desfiles para o verão 2011/12. Estrearam no Projeto Thiago Schynider, com uma coleção inspirada na vida no fundo do mar, toda construída em moulage e com formas arredondadas e longilíneas, mesclando o uso de tecidos nobres e transparências com plástico e acrílico; e a brasiliense Anna Paula Osório, com a marca masculina O.sório, de roupas que equilibram apelo comercial e conceito, toda em alfaiataria sofisticada e street, vivos refletivos, tecidos tecnológicos, malhas, algodão e seda, aliando conforto e ar contemporâneo numa mesma peça.


Casa de Criadores

 
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Jacinto e Juss - Projeto Lab


Veterana, Jacinto, de Gláucio Paiva e Douglas Pranto, brincou com a silhueta boyfriend e peças femininas de ar masculino, inspirado no estilo da artista americana Patti Smith, passando por calças em alfaiataria, retas às preguiadas, combinadas com camisas amplas e despojadas até chegar às construções de vestidos minimalistas em neoprene e ar de japonismo. Juss, da designer Juliana Souza, em sua 3ª participação no Projeto, investiu em coleção masculina de ar retrô, com shapes levemente quadrados e mais largos, pontuada por camisas com referências aos clássicos do guarda-roupa masculino, em tecidos de algodão, linho e sarja.


Casa de Criadores

 
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Weider Silveiro


O cearense resolveu limpar a estética de seu trabalho, apostando numa coleção mais clean e comercial, sem deixar de lado o conceito, de olho na parceria com uma marca do Bom Retiro, em São Paulo, que em breve passará a produzir suas criações em larga escala.


Para a estação, o estilista buscou inspiração na indumentária de países como Bolívia, Peru e Guatemala, criando peças femininas em linha A, no melhor estilo América Latina high-tech, em tecidos tecnológicos e voil resinado combinado a franjas e incríveis bordados de flores coloridas produzidos por artesãs nordestinas. Destaque para o vestido branco, em tecido dublado e recoberto por outro transparente e resinado, com leve volume no quadril e bordados localizados nos ombros.


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Alê Brito


O jovem designer criou um universo imaginário, no qual as pessoas vivem apenas no inverno, para criar sua coleção verão. Estes seres punk rock idolatram suas jaquetas perfecto em couro supermacio, e com a chegada do primeiro verão ao seu mundo, passam a desconstruir a peça, transformando-a em incríveis vestidos, saias, bodies, coletes e calças.


Toda esta história resultou na passarela em imagens fortes, quase todas em couro azul, verde, branco, bege, pink, em roupas com recortes, assimetria e muita lingerie à mostra. Lindo o vestido sexy e bem próximo ao corpo, além da saia que ganha bolsos em formas de mangas e a combinação de colete com calça de cintura alta.


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Arnaldo Ventura


A inspiração para a estação mais quente do ano vem da estética do cangaço combinada com um perfume punk. Parte da coleção é trabalhada em alfaiataria em construção e desconstrução de formas, que inclusive revelam a pele por meio de recortes vazados.


Já a leveza e a sofisticação ficam por contam de vestidos longos com detalhes concebidos por meio de dobras de tecidos tipo origami, aplicados em ombros e dorsos, remetendo às cartucheiras carregadas pelos cangaceiros e às estampas de xilogravuras de cordéis nordestinos. Nos tecidos, linhos, musselines de seda, tafetá e malhas em cores como sépia, amarelo-limão, off -white e telha.


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Rober Dognani


O designer investiu pesado no color blocking, apostando em peças bem longilíneas e com forte ar Jackie O., meio final dos anos 1960 ou começo dos 1970, em cores fortes e contrastantes, muitas vezes trabalhadas nas mesmas peças, inclusive em forros aparentes revelados por generosas fendas.


Vestidos longos e mais secos, camisas com ombros levemente arredondados, calças largas e com cintura alta passeiam em tecidos como shantung, zibeline de seda pura e couro, em tons de amarelo, uva, marrom, verde, laranja, rosa e marinho, sempre acompanhados de lindas sandálias coloridas, bem altas e delicadas, assinadas por Fernando Pires.


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Fotos: © Agência Fotosite
Henriete Mirrione

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