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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
5 de nov. de 2021
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Vivienne Westwood reage à pandemia graças às vendas online

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
5 de nov. de 2021

A marca de moda Vivienne Westwood divulgou os resultados do seu exercício de 2020 e, em comparação com seus concorrentes britânicos, ela se saiu bastante bem no contexto conturbado da crise sanitária.


Vivienne Westwood - primavera-verão 2020 - Moda Feminina - Paris - © PixelFormula


Embora a empresa reconheça que o exercício foi particularmente agitado, o seu volume de negócios caiu apenas 9% para 42,13 milhões de libras (49,22 milhões de euros). E o seu lucro bruto diminuiu apenas 10,35% para 22,32 milhões de libras (26,08 milhões de euros), enquanto o seu fluxo de caixa operacional foi significativamente mais elevado.
 
O lucro antes de impostos passou, assim, de 2,7 para 3,9 milhões de libras (de 3,15 para 4,56 milhões de euros) e o lucro líquido atingiu 2,88 milhões de libras (3,36 milhões de euros), em comparação com 1,83 milhões de libras no exercício anterior.

No entanto, a pandemia não poupou a marca: as vendas em suas lojas físicas caíram 46,61% em relação a 2019, devido às medidas de confinamento e às restrições de viagens. Mas, em contrapartida, a empresa viu as suas vendas online aumentarem 111%.
 
Graças a este enorme crescimento no comércio eletrônico, o volume de negócios global das vendas no varejo caiu apenas 3,52% em relação ao exercício precedente. E o comércio no atacado manteve-se praticamente estável, com queda de 1,04% em relação a 2019.
 
A empresa conseguiu ainda reduzir os seus custos em 7,42%, atingindo uma margem bruta de 53%, ligeiramente inferior aos 53,8% de 2019. Mas, Vivienne Westwood diz que suas margens continuam vulneráveis devido às dificuldades enfrentadas pelo setor do varejo como um todo, e que está atualmente revendo a sua política de preços para resolver essa questão.

A empresa não deu detalhes sobre o seu desempenho desde o final do exercício de 2020, mas disse que as suas vendas "continuam consistentes" e que tem "grandes ambições" em mercados como China e Estados Unidos, além de esperar aumentar a sua participação de mercado na Europa (em particular na França, Itália e Alemanha), bem como na Ásia.
 
Vivienne Westwood está atualmente a passar por um realinhamento estratégico para criar uma nova estrutura operacional que lhe permita otimizar os seus processos e a sua eficiência global.

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