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Virginie Viard apresenta sua primeira coleção para a Chanel

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 3 de mai de 2019
Tempo de leitura
access_time 3 Minutos
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Desde fevereiro, Virginie Viard vem tendo a difícil missão de atuar como diretora artística da Chanel, cargo que era de Karl Lagerfeld. A designer apresentou nesta sexta-feira (3) em Paris sua primeira coleção concebida inteiramente por ela para a marca francesa de luxo. O desfile Cruise 2019-20 se concentrou no tema “viagem", e deu a impressão de marcar mais uma fase de transição do que um novo começo.


Chanel, coleção Cruise 2019-20 - ph Dominique Muret


Para enfatizar essa nova era na história da maison, que foi conduzida por 35 anos pelo designer alemão, a Chanel escolheu como decoração para este primeiro desfile de moda pós-Karl Lagerfeld uma estação de trem. Uma escolha simbólica, mas também ligada à assinatura que evocou mais de uma vez as viagens em suas coleções. No entanto, esta estação foi um pouco escassa, com apenas uma longa fileira de bancos nas plataformas onde os convidados se instalaram em frente a pistas vazias. Essa cena parecia estar rompendo com o imaginário extravagante e as instalações estratosféricas que a marca nos acostumou.

Uma decoração que foi perfeitamente adequada para o Grand Palais, que atenuou o estilo do monumento para recriar in loco e sem trompe-l'oeil o espírito autêntico de uma estação do século XIX, com seus destinos românticos com charme à moda antiga: Veneza, Antibes, Bombay, Bizâncio...Os controladores usavam boné azul marinho e camisa branca com a imagem da empresa "Chanel Express”.

Como uma metáfora para a mudança, esta estação sem trens tomava a forma de uma página em branco, enquanto nos bastidores era palpável uma efervescência e opulência. Antes do desfile, o público foi convidado a fazer uma pausa para um café da manhã no Café-Restaurante Le Riviera, desta vez em um ambiente completamente reconstruído em um restaurante de estação ferroviária estilo Belle Époque do famoso "Trem Azul" da estação de Lyon.

Depois desta pausa, o público foi convidado a ficar em pé diante dos trilhos da estação recriados por Chanel. Da mesma forma, os modelos saíram pela porta do restaurante no andar térreo para se encontrarem diretamente ao pé da estação, prontos para desfilar ao longo das plataformas.

Após as festividades, começou o desfile. O tom foi marcado por uma série de primeiros  looks com um visual chique e esportivo, onde os trench coats fluidos foram destaque, usados ​​com calças soltas e bufantes nos mesmos tons, com blusas brancas.


Virginie Viard rejuvenesce o terno feminino da Chanel - ph Dominique Muret


Leggings pretas com estampas de arlequim ou letras Chanel foram combinadas com casacos de tweed em cores vibrantes, como rosa, verde ou vermelho-cereja. Uma pequena bolsa acolchoada rosa néon foi usado sobre um terno de lã cinza, enquanto o cardigã listrado foi acompanhado por um short branco de algodão.

Aquela que foi a mão direita de Karl Lagerfeld desde 1997, conhece a Chanel como a palma da sua mão. Portanto, é com grande habilidade que Virginie Viard redefiniu com pequenos toques o novo guarda-roupa da marca francesa histórica, através de modelos mais sóbrios, limitando os motivos decorativos, modernizando os cortes, preservando os códigos da Chanel e o estilo inserido por seu mentor por mais de três décadas.

Encontramos, por um lado, ternos Chanel clássicos em tons creme ou em cores mais vibrantes, como o azul elétrico. Estes foram vestidos com um sutiã com um laço gigante, enquanto a saia apareceu muito curta. Por outro lado, a estilista brincou com as assimetrias em vestidos e jaquetas, assim como com volumes mais fluidos em calças largas.

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