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16 de set. de 2013
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Viena acolhe as propostas de 3 estilistas portugueses para a próxima estação

Por
Agência LUSA
Publicado em
16 de set. de 2013

Viena – A estreia do Portugal Fashion em Viena levou à capital austríaca, na sexta-feira 13, a "identidade" do emergente Estelita Mendonça, a mulher de várias faces da Meam, por Ricardo Preto, com o encerramento a cargo do "ego" de Daniela Barros.

A passagem pelo Viena Fashion Week marca a largada do roteiro promocional da moda portuguesa do Portugal Fashion, que domingo seguiu para Londres e, no final do mês, viaja até Paris, a última parada internacional antes da edição portuguesa do evento.

Foto/Jose Gageiro – Portugal Fashion/Facebook


A passarela do MuseumsQuartier Wien recebeu os três criadores lusos num desfile único, com as primeiras propostas para a próxima estação chegado pelas mãos do consagrado Ricardo Preto, apresentando os modelos da marca Meam. "A Meam, by Ricardo Preto, é diferente da mulher Ricardo Preto. A mulher Ricardo Preto é uma coisa mais elitista, mulher segura, mulher mãe, mulher atual, muito contemporânea. A mulher Meam é mais diferente. Na verdade é uma coleção com 123 peças, portanto, existem muitas mulheres aqui", explicou aos jornalistas.

Finalizando que "esta é uma coleção pensada para ir além das fronteiras", o designer explicou que tem o cuidado "da Meam by Ricardo Preto ser toda criada com fibras naturais" e por isso não usa sintéticos. "Isto não é só uma mostra.

A Associação Nacional de Jovens Empresário (ANJE) e o Portugal Fashion não deixaram por aí. Nós estamos aqui há uma semana, apresentamos o desfile, temos reuniões com os compradores, temos um 'showroom' que busca clientes. A moda, à parte de ser uma coisa deslumbrante e que nos fascina, é um negócio", enfatizou.

Já o emergente Estelita Mendonça explicou que a ideia base da coleção "foi brincar com a identidade e perceber o que é a identidade". "Durante esse processo apareceu-me várias vezes a questão da farda e do uniforme que tapa um pouco a identidade quando a estamos usando. Comecei a brincar com os cortes normais de farda e de uniforme com tecidos mais tecnológicos", descreveu.

Os modelos surgiram todos na passarela com máscaras cobrindo o rosto, feitas em parceria com uma artista plástica. "O Bloom mudou a maneira de ver muita coisa. Trabalhava mais como maquiador e produtor de moda e acho que agora tem muito mais a ver com aquilo que eu quero transmitir do que na época", disse.

A fechar o desfile português, e com um ótima recepção por parte do público presente, Daniela Barros apresentou uma coleção "inspirada nos egos, na base que separa a consciência do inconsciente".

Foto/Jose Gageiro – Portugal Fashion/Facebook


A apresentação iniciou-se com um vídeo, que, segundo a criadora, "é quase uma transformação e uma relação do que temos realmente interiormente". "Os estampados têm a base do tetrartis que é de Pitágoras e simboliza a beleza, a perfeição e também tem a ver com o ego e o infraego. Possui tecidos mais tecnológicos e tecidos mais naturais, que acabam por contrastar", descreveu.

Assumindo-se como bastante experimental, Daniela Barros revelou que cria pensando em uma "mulher com uma personalidade bastante forte".

Foto de capa: Jose Gageiro – Portugal Fashion/Facebook

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