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Reuters
Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
18 de mai de 2021
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Vendas globais de luxo poderão voltar aos níveis pré-Covid já este ano

Por
Reuters
Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
18 de mai de 2021

O setor dos bens de luxo poderá se restabelecer do impacto da crise da COVID-19 já este ano, uma vez que os compradores chineses e norte-americanos ajudam as vendas a recuperar os níveis pré-pandemia, informou a consultoria Bain & Company, na segunda-feira (17 de maio).


Louis Vuitton - outono-inverno 2021 - moda feminina - Paris - © PixelFormula


A Bain & Company vê agora uma probabilidade de 30% de que as vendas de bolsas, roupas e joias de alta qualidade voltem ou ultrapassem o seu nível de 2019 de 280 bilhões de euros (340 bilhões de dólares), este ano, dependendo da velocidade da aplicação das vacinas e da retomada do turismo.

O cenário mais provável é de uma recuperação total em 2022, o que ainda implicaria uma convalescença mais rápida do que a prevista pela Bain em novembro, quando o setor poderá ter de esperar até 2023 para colocar completamente a crise atrás das costas.

As vendas de bens de luxo caíram 23% para 217 bilhões de euros no ano passado, a maior queda e o primeiro declínio desde 2009, à medida que a pandemia forçou o fechamento de lojas e paralisou virtualmente o turismo internacional.

Mas a crise não parece ter tido um impacto duradouro no apetite dos consumidores e no poder de compra de produtos de alta gama. O aumento das vendas na China, o maior mercado para produtos de luxo, e uma recuperação mais forte do que o esperado dos Estados Unidos – graças a um grande programa de estímulos – ajudaram as receitas a se recuperarem acentuadamente no primeiro trimestre de 2021.


Balenciaga - primavera-verão 2021 - moda feminina - Paris - © PixelFormula


"O mercado dos EUA tem sido o ponto brilhante inesperado", acrescentou a Bain. Pelo contrário, a Europa está atrasada, prejudicada por uma campanha de vacinação mais lenta e por restrições ao turismo.

A velocidade da recuperação tem sido desigual. Os maiores grupos da indústria, como a LVMH, Hermès e Kering, já estão acima dos seus níveis de 2019, enquanto marcas menores, como Ferragamo e Tod's, ainda têm de recuperar.

A crise tem forçado as marcas tradicionalmente mais relutantes a venderem online e a abraçarem plenamente o comércio eletrônico, que deverá tornar-se o principal canal para compras de luxo nos próximos anos.

A Bain & Company adiantou ainda que à medida que as pessoas se mudaram para casas no campo e passaram a trabalhar remotamente, as vendas em cidades secundárias foram muitas vezes melhores do que as das grandes capitais de luxo, como Nova Iorque ou Milão. Um fator que as marcas terão de considerar ao reverem a sua pegada.

E enquanto as bolsas, os artigos de couro e as joias têm impulsionado a recuperação, espera-se que os gastos em vestuário, maquilagem e perfumes também se intensifiquem à medida que os confinamentos e restrições se tornarem mais flexíveis e as pessoas continuarem a sair.
 

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