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16 de out de 2014
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Vendas do Carrefour desaceleram apesar da robustez no Brasil

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Europa Press
Publicado em
16 de out de 2014

Paris/São Paulo (Reuters/EP) – O Carrefour, segundo maior varejista do mundo, anunciou uma desaceleração das suas vendas no terceiro trimestre, embora o crescimento no Brasil, seu principal mercado depois da França, tenha mostrado um desempenho robusto no período.

Os resultados gerais da companhia foram impactados pelo desempenho na Espanha e Itália, regiões atingidas por medidas de austeridade econômica. Já na França, as vendas em hipermercados mostraram resiliência, caindo menos que o esperado.


As condições de negócios permaneceram fracas na China, onde o governo está reprimindo o consumo excessivo, principalmente em relação ao álcool.

As vendas no terceiro trimestre do Carrefour foram de 21,077 bilhões de euros (27,01 bilhões de dólares), em linha com a previsão média de 21 bilhões de euros em uma pesquisa da Reuters com analistas. A cifra representou um aumento de 2,8% pós desconto do efeito de combustíveis e de oscilações de moedas, uma desaceleração ante o avanço de 4,9% no segundo trimestre.

Já as vendas orgânicas no Brasil, onde a expansão das operações está nos planos do presidente-executivo Georges Plassat, subiram 12,8% no trimestre, disse o Carrefour, apontando que o avanço se deu sobre uma base já forte em igual período do ano passado.

"Todos os formatos registraram um sólido desempenho", afirmou a companhia sobre os resultados no Brasil, acrescentando que as vendas sobre a base de mesmas lojas, abertas há pelo menos um ano, cresceram 7,7% no período, acelerando o ritmo ante expansão de 7,2% no segundo trimestre.

Em contraposição, o rival Casino divulgou mais cedo esta semana uma desaceleração de vendas no Brasil, seu maior mercado.

Controlador do Grupo Pão de Açúcar, maior varejista do país, o Casino obteve um crescimento trimestral de vendas em mesmas bases, excluindo combustíveis e efeitos de calendário, de 6,7% no país, contra 9,8% no segundo trimestre, quando as vendas de produtos não alimentares em hipermercados do grupo tinham sido impulsionadas pela Copa do Mundo de futebol.

Metas

No geral, o Carrefour, maior varejista da Europa, disse que estava no caminho para atingir as expectativas de um lucro operacional maior neste ano.

O vice-presidente financeiro da companhia, Pierre-Jean Sivignon, afirmou que o consenso dos analistas de um aumento de 6,3% no lucro operacional no ano, para 2,38 bilhões de euros, era "razoável".

Na região do sul da Europa, as vendas do Carrefour sofreram com a baixa confiança do consumidor, um verão ruim.

Na França, as vendas gerais subiram 0,2% em mesmas bases. A receita em hipermercados franceses caiu 0,2%, depois de subir 0,4% no segundo trimestre. O resultado, no entanto, foi melhor que a queda de 1% prevista por analistas.

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