Varejo de moda brasileiro alinhado aos princípios globais para a moda sustentável

No final de março, foi divulgada pela Global Fashion Agenda (GFA), entidade sem fins lucrativos, a primeira CEO Agenda, um guia que aponta sete diretrizes de curto e longo prazo que devem ser seguidas pelas empresas de moda para que elas se tornem mais sustentáveis. Segundo a ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), entidade que representa as principais redes de varejo de moda do país, o varejo de moda brasileiro está alinhado a esses princípios. 


O varejo de moda brasileiro está alinhado aos princípios globais para a moda sustentável apontados na CEO Agenda 2018

Fundada em 2016, a Global Fashion Agenda conta com um grupo de parceiros estratégicos, incluindo Kering, H&M, Target, BESTSELLER, Li&Fung e Sustainable Apparel Coalition, que trabalham em conjunto para estabelecer uma agenda comum de esforços focados na sustentabilidade da moda. 

Com base no relatório Pulse of the Fashion Industry 2017, que apontou que as marcas de moda terão um declínio nas margens de EBIT de mais de três pontos percentuais se continuarem no mesmo ritmo, restringindo suas perspectivas de crescimento e lucratividade futuros, bem como a oportunidade para o novo envolvimento do cliente e a inovação nos negócios, a primeira edição da CEO Agenda 2018 desenvolvida pela Global Fashion Agenda oferece orientações claras para os executivos das empresas sobre onde devem concentrar seus esforços de sustentabilidade. 

É a primeira vez na história que os principais players do setor unem forças para discutir e concordar sobre o que priorizar para melhorar a pegada ambiental e social da indústria da moda, que emprega 60 milhões de pessoas em todo o mundo e gera 1,5 trilhão de euros em receita global (vestuário e calçados). O guia foi divulgado às vésperas do Copenhaguen Fashion Summit, principal evento mundial sobre sustentabilidade no mundo da moda, que acontece entre os dias 15 e 16 de maio, na capital da Dinamarca.

O movimento consciente no mundo da moda envolve não só consumidores, mas todos os elos da cadeia produtiva, como fornecedores, fabricantes e varejistas. “Sempre atentas às principais tendências do setor e discussões globais, as redes de varejo de moda associadas à ABVTEX vêm trabalhando as medidas e contam com o apoio e articulação da entidade para alcançar os objetivos de construir um ambiente de negócios sustentável”, aponta Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX.

“Sabemos de todos esses desafios que envolvem uma cadeia de produção tão complexa e pulverizada como a do setor têxtil, principalmente do varejo de moda brasileiro. É por isso que iniciativas como estas são tão importantes. Seguindo tais premissas e unindo forças, é possível construir um mercado de moda mais justo e sustentável”, reforça Lima.

Confira quais são as sete medidas globais para a moda sustentável da CEO Agenda 2018:

1. Transparência na cadeia de fornecimento
(para saber quais matérias-primas são usadas nas peças que compram e suas procedências)

2. Uso eficiente de água, energia e produtos químicos 
(para evitar a emissão de poluentes ao meio ambiente)

3. Ambientes de trabalho respeitosos e seguros 
(para evitar abusos e reforçar políticas em conformidade com os Direitos Humanos)

4. Variedade de matérias-primas
(desenvolvendo materiais mais sustentável e novas tecnologias)

5.Criação de um ciclo sustentável
(com peças que possam ser recicladas ou reutilizadas a longo prazo para evitar descarte irregular)

6. Promover melhorias nos sistemas salariais
(por um sistema salarial mais justo)

7. 4ª Revolução da Indústria
(para a valorização das novas tecnologias e a avaliação do impacto da digitalização antes de aplica-la nos negócios)
 

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