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Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
28 de out. de 2021
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Valentino se volta para o vintage

Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
28 de out. de 2021

A Valentino está lançando o seu próprio projeto de revenda para capitalizar o interesse por criações do passado e o aumento da popularidade dos websites de segunda mão. A maison de moda de luxo italiana revelou a sua iniciativa "Valentino Vintage" na quarta-feira (27 de outubro), através de uma página dedicada em seu site, onde enumera os pontos de venda participantes e explica o processo a seguir para permitir aos clientes a revenda de roupas ou acessórios da maison que já não utilizam mais.


Um dos logos dos anos 70 desenvolvido para o projeto Vintage - Valentino


O projeto está dividido em duas fases. Na primeira, a pessoa interessada envia uma fotografia das peças Valentino que deseja vender. Uma vez recebido o sinal verde, terá de ter as suas mercadorias avaliadas na loja. Nessa altura, a loja fará uma oferta de compra das peças, que será paga com um voucher a ser gasto nas lojas Valentino envolvidas na operação. A segunda fase terá início em janeiro com a comercialização dos modelos vintage recolhidos.

A primeira lista de lojas vintage selecionadas pela marca romana inclui multimarcas como a Madame Pauline Vintage em Milão, New York Vintage Inc. em Nova York, Resurrection em Los Angeles e Laila Tokio em Tóquio, bem como as lojas da marca nestas cidades. Para ilustrar esta iniciativa, a maison, liderada pelo diretor artístico Pierpaolo Piccioli, reinterpretou vários logótipos na estética dos anos 70 a 90.

A maison de luxo não é a primeira a converter-se à moda circular. A "Valentino Vintage" é apenas o último projeto a ser anunciado nesta área, tal como os recentes projetos da Jean Paul Gaultier e Gucci. A primeira foi lançada neste mesmo dia na nova loja eletrônica da marca, enquanto a segunda foi lançada em setembro no site dedicado. Por sua vez, Isabel Marant, lançou a sua própria plataforma de segunda mão em junho.

Sem mencionar as plataformas de venda de moda multimarcas, todas elas apressadas a entrar no mercado de segunda mão nos últimos meses, desde a Zalando até à Farfetch, passando pela Mytheresa, que juntou forças com a Vestiaire Collective, ou a Benetton com a Depop.
 

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