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Novello Dariella
Publicado em
18 de mar. de 2022
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Ucrânia-Rússia: danos à reputação e inflação são os principais riscos para as marcas

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
18 de mar. de 2022

Consumidores irão, provavelmente, boicotar marcas que não são vistas como fazendo a coisa certa diante da crise Ucrânia-Rússia, afirma um estudo da GlobalData publicado na sexta-feira (18). O estudo surge ao mesmo tempo em que o líder da John Lewis dizer que o Reino Unido pode enfrentar uma inflação de dois dígitos devido à crise e a M&S ser criticada por suas lojas franqueadas na Rússia permanecerem abertas.


Reuters


Vários players ocidentais de moda e beleza se retiraram da Rússia devido ao conflito em andamento com a Ucrânia, apesar da Rússia ser um mercado importante. E mais marcas provavelmente seguirão o exemplo, “pressionadas pelas expectativas dos consumidores e enfrentando um ambiente cada vez mais desafiador e incerto”, diz a GlobalData.

De acordo com a empresa de dados e análises, 41% dos consumidores globais disseram que irão boicotar uma marca se ela não estiver alinhada com suas crenças ou valores pessoais e, estão  sentimentos muito fortes e negativos em relação à Rússia.

“As marcas que assumem uma postura firme serão favorecidas pelos consumidores que estão dispostos a boicotar aquelas que não se alinham com seus valores. A LVMH, por exemplo, está saindo do mercado russo, apesar de estimar-se que tenha fornecido 6,6% de suas vendas de cosméticos e produtos de higiene pessoal em 2020, o equivalente a mais de 300 milhões de dólares”, diz a GlobalData, com base em suas próprias estimativas.

Lia Neophytou, analista sênior de saúde e beleza da empresa, diz que a saída da Rússia foi “uma medida drástica, mas necessária, ao considerar não apenas as complicações em evolução de fazer negócios no mercado, mas também a possível reação dos consumidores em todo o mundo caso essa decisão não tivesse sido tomada".

Enquanto isso, em uma entrevista de rádio, a presidente de parceria da John Lewis, Sharon White, disse que a Grã-Bretanha pode ver uma inflação de dois dígitos à medida que os efeitos da guerra aumentam os preços já em alta. Custos mais altos para os varejistas levarão a aumentos de preços nas prateleiras de suas lojas.

A inflação no Reino Unido já está em 5,5% – a mais alta em três décadas – e deve chegar a quase 8% no próximo mês. Mas a líder da John Lewis está preocupada que a atual rodada de inflação não seja tão temporária quanto alguns pensam que será.

White, economista e ex-segundo secretário permanente do Tesouro, disse: “estamos vendo uma inflação que não víamos há 30 anos. Tudo o que você pode ver em termos de preços de energia do impacto da guerra na Ucrânia sugere que podemos acabar com uma inflação de dois dígitos. Minha grande preocupação é que acabe sendo mais duradoura do que se espera. Então eu acredito que a inflação é o grande fracasso macroeconômico”.

Por fim, um parlamentar conservador pediu à varejista M&S que faça mais para garantir que suas lojas na Rússia sejam fechadas. Alicia Kearns disse que qualquer dinheiro gerado na economia russa está sendo canalizado para a guerra na Ucrânia.

O problema para a M&S é que ela não opera suas lojas diretamente no país. Como muitos outros negócios, as 48 lojas são de propriedade e administradas por um parceiro de franquia – neste caso, um com sede na Turquia – e a M&S não pode ordenar seu fechamento. A empresa de cosméticos e cuidados pessoais Lush está em situação semelhante, com as lojas autorizadas a permanecer abertas mesmo que, como a M&S, a marca tenha parado de abastecer os pontos de venda.

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