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Publicado em
2 de mar. de 2010
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Transparência, rendas e lingeries: sensualidade em Milão

Por
Terra
Publicado em
2 de mar. de 2010

Os desfiles de inverno 2010/2011 de Milão terminam nesta segunda-feira, com poucas apresentações. Os dias mais quentes, apesar das temperaturas baixas na cidade italiana, terminaram neste domingo.


Desfile de Emilio Pucci. Foto: Pixel Formula


A imagem que fica é que Milão trabalha como um pêndulo, oscilando entre a roupa para mulheres normais, como fez Elena Mirò, Fendi e Prada, esta enfatizando seios e alargando as saias, e peças para mulheres sensuais, como a maioria dos desfiles dos últimos dias. Sobreposições, pernas à mostra, fendas, vestidos transparentes, rendas e lingeries explícitas mostram isso.

Um bom exemplo foi Dolce & Gabbana, que apostou nas rendas e nas lingeries à vista, numa continuação do que mostrou no verão. Agora, claro, misturado a blazeres, casacos de tricô e vestidos mais fechadinhos. Tailleurs com saia-lápis, medalhas e penduricalhos aplicados e muito veludo apareceram no desfile da
dupla.

As rendas também foram vistas nas peças de Roberto Cavalli, que caprichou nas sobreposições de peles, transparências, cachecóis, que vinham juntos com vestidos longos e leves e casacos pesados, alguns em jacquard, outros em couro. O visual lembrava anos 1970, traduzido num hippie-chic, com suas moças de cabelos soltos e lisos, mostrando a marca registrada da grife: estampas de animais. Nos convites dos desfiles de inverno e na campanha de verão, o estilista italiano contratou a brasileira Isabeli Fontana para aparecer nas fotos, junto com a americana Carolyn Murphy.

As transparências e os curtos foram o mote da grife Emilio Pucci, criada por Peter Dundas. Os anos 1970, tão a cara da grife italiana, também esteve presente, por meio das famosas estampas, não tão acessas. As pernas à mostra, os ricos bordados e partes dos corpos à mostra pelos tecidos transparentes deram o ar sensual ao inverno da grife, que entre as cores, colocou vermelho, uma das tonalidades fortes da estação, dividindo espaço com, verde e azul, dourado, preto e cinza.

O vermelho e o laranja-queimado, misturados a preto e branco foram as principais escolhas de Giorgio Armani, que continua sua pegada com os curtos, mesmo no frio, como se viu na Empório Armani.

Para a grife que leva seu nome inteiro, o estilista enfatizou os ombros, ficando à mostra de um lado só ou com ombreiras e enfeites. Fendas, inspiração oriental e pompons em alguns casacos e veludos foram outras inspirações do estilista, que levou também estampas de animal à passarela. Além de pele, muito veludo.

O tricô, muito usado nas passarelas, teve seu ponto máximo na Missoni, especialista desde os anos 1950 na trama. Seus zigue-zagues, em alguns casos, não vieram tão explícitos, mas misturados a um patchwork de cores e tramas. Em algumas peças, a lingerie também ficou à mostra. Ponchos foram as apostas para a
estação mais fria da marca, que tem loja em São Paulo e abrirá outra própria em Brasília.




Rosângela Espinossi

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