Trama afetiva: evento discute o papel da Moda como Ativismo

Com estímulo para repensar o consumo e questionar modelos atuais de economia e sociedade, começou hoje (20/08) o projeto Trama Afetiva. O evento, que vai até quinta, está sendo realizado no Centro Cultural São Paulo (sala Jardel Filho), na cidade de São Paulo. O evento, que já está em sua terceira edição, é totalmente aberto ao público, e abarca temas como Economia Circular, Moda como Ativismo, Empreendedorismo Cívico e Logística Reversa.


Economia Afetiva e Economia Circular foram os temas da primeira manhã de encontros do Trama Afetiva - Reprodução Instagram @trama_afetiva

“A moda sempre foi sobre exclusão. Esse pensamento levou a indústria a esse cenário caótico de poluição e exploração de mão-de-obra, apenas para citar alguns dos pontos que estamos estudando”, explica Jackson Araujo, que assina a direção criativa do evento.

Nesta terça, aconteceu a masterclass Economia Circular, ministrada pela especialista Carla Tennenbaum, designer e representante no Brasil da metodologia “Cradle to Cradle”, que “propõe encarar os materiais como nutrientes para ciclos técnicos ou biológicos”.

No dia 21, às 10h30m, a programação traz o CEO do SSEX BBOX, Pri Bertucci no painel de Moda com ativismo. Pri é um dos únicos CEOs trans do Brasil e também dará uma oficina sobre gêneros, sexualidades e LGBTQIA+ com o objetivo de engajar lideranças em prol da diversidade nas empresas. Essas oficinas fazem parte do DIVERSITY BBOX, programa corporativo do SSEX BBOX que apresenta diversas opções de serviços como palestras, rodas de conversas e treinamentos para colaboradores das empresas com o objetivo de capacitar e impulsionar cada vez mais o ambiente corporativo no âmbito da diversidade.  

No dia 22, a masterclass sobre Empreendedorismo Cívico é de Magnólia Costa, doutora em Filosofia pela USP, professora de História da Arte no MAM e diretora de relações institucionais do Humanitas 360, que desenvolve projetos e facilita coalizões de organizações sociais, profissionais e gestores públicos focadas na diminuição da violência, na promoção da cidadania ativa e no aumento da transparência. Depois rola o painel “Aprendizados para a Liberdade”, com a participação de Celina Hissa, designer criadora da plataforma Catarina Mina, primeira marca a praticar transparência total na moda brasileira, que tem tirado mulheres de zona de vulnerabilidade social no semi-árido cearense por meio do crochê; de Katia Ferreira, empreendedora social criadora da marca Apoena e diretora do instituto cultural Proeza, que desenvolve potencial empreendedor e livra mulheres de situação de vulnerabilidade social em Brasília por meio do bordado; e de Gustavo Silvestre, artista e estilista criador do projeto Ponto Firme, que ministra aulas de crochê no presídio masculino Adriano Marrey, em Guarulhos.

No dia 23, a masterclass será de Dani Leite, criadora da plataforma Comida Invisível, que busca diminuir o desperdício de alimentos em São Paulo. Ela também faz a mediação do painel Lixo ou Desperdício?.

O encerramento oficial acontece na noite do dia 23, na sala Adoniran Barbosa, às 19h, quando serão apresentados os resultados criativos prototipados pelo time multidisciplinar de participantes da Oficina Trama seguido do show Novos Gêneros, com quatro influentes artistas da nova geração paulistana, que trazem em sua poesia, estilo e subjetividades, discursos sobre corporeidades políticas, ativismo e empoderamento.  

Copyright © 2019 FashionNetwork.com. Todos os direitos reservados.

ModaIndústriaSalões de Moda
ASSINE A NOSSA NEWSLETTER