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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
5 de fev de 2020
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Tod's: volume de negócios cai pelo segundo ano consecutivo

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
5 de fev de 2020

De acordo com os resultados preliminares publicados pelo grupo italiano Tod's, o volume de negócios do grupo caiu 2,6% em 2019, devido ao declínio comercial registrado na Itália e no resto da Europa. No exercício anterior, este já havia caído 3% globalmente.


A primeira coleção masculina de Walter Chiapponi para a Tod's, apresentada em janeiro de 2020 em Milão


Além disso, se distinguirmos os resultados das quatro principais marcas do grupo, a Tod's sofreu uma queda de 7,4% nas vendas, para 461,8 milhões de euros, ou quase 37 milhões de euros a menos do que em 2018. Uma luz sobre este quadro bastante sombrio: o volume de negócios da marca de calçados premium Roger Vivier aumentou 15,6%, atingindo 200,6 milhões de euros.
 
A Hogan, outra marca italiana de calçados do grupo, viu as suas vendas caírem 4,7%, para 196,5 milhões de euros. Por fim, a marca de vestuário Fay caiu 8,2%, para 56,3 milhões de euros, o desempenho mais dececionante do grupo.

A Tod's é uma das marcas de maior prestígio na Itália, mas a sua atividade diminuiu inegavelmente nos últimos exercícios. A marca perdeu o seu brilho do passado e luta para atrair os jovens consumidores.

Diante desta constatação, Diego Della Valle, CEO e acionista maioritário da marca, procura injetar mais criatividade na Tod's através do projeto "T Factory" - em referência ao lendário estúdio de Andy Warhol nos anos 60 -, que desenvolve coleções-cápsula com estrelas da moda como Alber Elbaz, Alessandro Dell'Acqua e, mais recentemente, com a ultramoderna marca japonesa Mame Kurogouchi.
 
"Começamos a sentir os primeiros efeitos positivos desta estratégia... Para nós, a principal prioridade é garantir a qualidade dos nossos produtos, o refinamento italiano e, cada vez mais, a componente criativa das nossas coleções, que atrai novos consumidores interessados em coisas raras e singulares", explica Diego Della Valle. "No setor do luxo, a concorrência é cada vez mais acirrada - precisamos oferecer produtos especiais e desejáveis constantemente. Na Tod's, a chegada de um novo diretor artístico, para coordenar o trabalho do escritório de estilo, permite dar destaque ao nosso universo", garante o CEO.
 
No mês passado, a Tod’s revelou durante a semana masculina as primeiras ideias do seu novo diretor artístico, Walter Chiapponi, que fará a sua estreia na moda feminina durante a próxima semana de desfiles de Milão, no final de fevereiro.

A Tod's registou um "bom começo" para o seu novo projeto "T Timeless", dedicado a calçado e artigos de couro.
 

Reduzir a distribuição multimarca


 
"O nosso objetivo é desenvolver rapidamente um modelo omnicanal para todo o grupo, que nos permitirá vender através da nossa distribuição direta, nos melhores varejistas de comércio eletrônico e em lojas de departamento. A contribuição do atacado clássico deverá ser cada vez menos importante para nós e estamos tentando diminuí-lo com prudência. Ainda que essa estratégia reduza temporariamente o volume de negócios, acreditamos que é a decisão certa, para sermos capazes de controlar a distribuição do grupo em todo o mundo", especifica Diego Della Valle.

Itália e Europa representaram quase 60% do volume de negócios anual, embora a Itália tenha sofrido uma queda de 7,6% nas vendas, que caíram 21,5 milhões em um ano, chegando aos 260,7 milhões de euros. Só a China registrou um verdadeiro crescimento de 2,3% em seu volume de negócios, para 215,1 milhões de euros, apesar da agitação em Hong Kong.
 
O grupo encerrou 2019 com uma rede de varejo de 290 lojas próprias e 115 franquias, ou seja,  seis lojas próprias a mais e cinco franquias a menos que o final do exercício anterior.

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