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Estela Ataíde
Publicado em
12 de nov. de 2021
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Tod's cresce em nove meses graças à China e aos Estados Unidos

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
12 de nov. de 2021

Tod's tem vindo a ganhar terreno neste final de ano. O grupo de luxo italiano registrou um aumento de 37,6% no seu volume de negócios em nove meses, para 622,6 milhões de euros. No entanto, o valor ficou 6,7% abaixo do registrado no mesmo período de 2019, antes da pandemia. Por outro lado, as vendas do terceiro trimestre, com crescimento de 14,6% para 224,3 milhões, foram "superiores às do terceiro trimestre de 2019", com um crescimento de dois dígitos no segmento de "artigos de couro e acessórios".


Roger Vivier - rogervivier.com


O CEO Diego Della Valle destacou em comunicado: "Os resultados do terceiro trimestre confirmam a tendência de melhoria que começamos a ver há algum tempo. O mercado chinês está crescendo e continua a oferecer-nos excelentes resultados e, graças aos clientes locais de cada país, estamos colhendo um bom resultado também no resto do mundo. O crescimento é particularmente importante no canal e-commerce, que está dando excelentes resultados, graças aos investimentos realizados.”
 
A Grande China, primeiro mercado da Tod’s, representando um bom terço de todas as suas receitas, saltou 79,5% para 224 milhões de euros entre janeiro e setembro de 2021 (+45,4% face a 2019), com “uma desaceleração gradual no final do ano”. No terceiro trimestre, as vendas na Ásia também diminuíram devido ao Japão, observou a empresa.

Nos Estados Unidos, onde o grupo ainda pesa pouco, com 41,4 milhões de euros em nove meses, as vendas subiram 60,1%, caindo 13,1% em relação ao mesmo período pré-Covid dois anos antes. Na Itália, o segundo mercado mais importante, com um volume de negócios de 151,4 milhões de euros em nove meses, as vendas cresceram 22,2% em relação a 2020 quando a maioria das lojas estiveram fechadas, mas caíram 22,5% em relação a 2019. Na Europa, também aumentaram 10,5%, caindo em relação a 2019 (-28%).

O volume de negócios do canal de venda direta, que representa 72% das receitas do grupo, aumentou significativamente no período: +47,1% em 2020 (-2,5% em 2019). A Tod's somava a 30 de setembro 312 lojas próprias e 96 franquias. O canal de venda por atacado, por seu lado, confirma “a sua redução fisiológica a nível mundial, particularmente visível nos mercados europeus”.
 
A Roger Vivier, agora a segunda maior marca do grupo, com um volume de negócios de 161,4 milhões de euros ao longo de nove meses, registrou os melhores desempenhos do período (+51,4% face a 2020 e +14,2% face a 2019), seguida pela Tod's, com 296,1 milhões de euros (+40,1% face a 2020 e -12,6% face a 2019). Por outro lado, a Hogan e a Fay, mesmo registrando uma subida, continuam a ser penalizadas “pela sua maior exposição nos mercados italiano e europeu, bem como no canal atacado”.
 
Por ocasião da publicação dos seus resultados trimestrais, o grupo de luxo italiano anunciou que irá pagar uma indenização de 1,4 milhões de euros a título de "incentivo de saída"  de Umberto Macchi Di Cellere, seu ex-CEO, substituído no mês passado por Simona Cattaneo, após quatro anos de serviço. 

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