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27 de fev. de 2017
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TNG restituirá gasto de vendedora com roupas usadas como uniforme

Publicado em
27 de fev. de 2017

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho não aceitou recurso da TNG Comércio de Roupas LTDA. contra decisão que a condenou a restituir os valores gastos por uma vendedora que era obrigada a comprar roupas da marca para utilizar como uniforme.

A loja exigia uso de uniforme, mas não concedia a vestimenta de forma gratuita. - Foto: Reprodução


A vendedora alegou que a empresa não fornecia de forma gratuita o uniforme, apenas concedia descontos nos produtos. Com isso, disse que chegava a gastar em média 200 reais mensais com a aquisição de roupas para trabalhar.
 
O juízo da 4ª Vara do Trabalho de Maringá (PR) acolheu o pedido da vendedora, ressaltando que ficou comprovado que a loja cobrava pelo uniforme, mesmo com a norma coletiva garantindo seu fornecimento gratuito em caso de obrigatoriedade. O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) manteve a sentença.

No recurso ao TST, a marca afirmou que não exigia a utilização ou a compra de suas roupas e sustentou que elas não poderiam ser consideradas uniformes, pois não existia padronização. Sustentou que, na verdade, concedia 50% de desconto nos produtos para que os empregados pudessem adquirir as mesmas mercadorias vendidas aos clientes.
 
O relator do recurso, ministro Alexandre Agra Belmonte, no entanto, não acolheu a tese apresentada por entender que o Regional, última instância para análise de provas, aplicou corretamente o conceito previsto no artigo 7º, inciso XXVI, da Constituição Federal, que trata sobre reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.
 
A decisão foi unânime e o processo pode ser conferido no número: RR-41-95.2010.5.09.0662.

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