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Por
Reuters
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
22 de mar. de 2019
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2 Minutos
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Tiffany não atinge estimativas de vendas do quarto trimestre

Por
Reuters
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
22 de mar. de 2019

Por pouco a marca americana de joias de luxo Tiffany & Co não atingiu as estimativas dos analistas de Wall Street para as vendas do último trimestre de 2018, dois meses depois de ter sinalizado uma demanda fraca na temporada das festas de fim de ano devido aos baixos gastos dos turistas chineses, uma baixa demanda na Europa e nos Estados Unidos.



As ações da empresa sediada em Nova York caíram quase 5%, para 95,30 dólares no início do pregão, uma vez que a Tiffany também manteve suas metas fiscais de lucro e receita para 2019. 

O enfraquecimento do crescimento econômico na China, considerando o pano de fundo da briga comercial entre Pequim e Washington, tem sido uma preocupação para as empresas de artigos de luxo que dependem da crescente classe média do país para impulsionar as vendas. "Tendências mais suaves no segundo semestre do ano refletiram, em parte, o que acreditamos que foram desafios e incertezas externas", disse o CEO da empresa, Alessandro Bogliolo, em comunicado.

A marca de joias atualizou suas coleções com itens mais acessíveis, como pingentes e brincos, para atrair a geração dos millenials que tem atraído concorrentes com preços mais baixos, como a dinamarquesa e a Jewelers Signet. A Tiffany também investiu em marketing para alcançar especificamente os clientes e turistas chineses.

No início do ano, a empresa culpou o dólar mais forte pelos baixos gastos dos turistas globalmente durante o período crucial de novembro a dezembro. "Apesar de um desempenho mais suave e um controle de custos melhor que o esperado, os resultados ficaram abaixo das expectativas, embora a margem bruta mais fraca seja um foco para nós", declarou Dylan Carden, analista da William Blair, em uma nota.

A companhia também disse que ainda espera um declínio no lucro por ação no primeiro semestre do ano, devido aos fatores externos que a Tiffany sinalizou no trimestre. No trimestre reportado, as vendas em lojas comparáveis caíram 1%, uma vez que a demanda por anéis de noivado e joias diminuíram.

As vendas líquidas da região das Américas, que representam quase metade das vendas totais da empresa, ficaram estáveis, enquanto as da região Ásia-Pacífico caíram 3%. As vendas líquidas da Tiffany caíram para 1,32 bilhão de dólares, enquanto os analistas esperavam em média 1,33 bilhão de dólares, segundo dados IBES da Refinitiv.

O lucro líquido da empresa subiu para 204,5 milhões de dólares, ou 1,67 dólar por ação, no quarto trimestre encerrado em 31 de janeiro, de 61,9 milhões de dólares, ou 50 centavos por ação, um ano antes, quando a empresa tinha maiores provisões para impostos. Excluindo itens únicos, a empresa faturou 1,60 dólar por ação, em linha com as expectativas, segundo dados IBES da Refinitiv.

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