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Publicado em
2 de jun. de 2010
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Tendências do Fashion Rio: flores, cores e pele à mostra

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Terra
Publicado em
2 de jun. de 2010

A 17ª edição do Fashion Rio chega ao fim mostrando alguns caminhos para a estação mais quente do ano. Ainda há muita coisa por vir, porque faltam mais 39 desfiles do São Paulo Fashion Week, que começa no próximo dia 9. Mas há pontos líquidos e certos para temporada. Flores, das pequenas às grandes; coral, azuis, verdes e rosa; muito tom lavado ou quente; transparências onipresentes.


A17ª edição do Fashion Rio chega ao fim mostrando alguns - caminhos para a estação mais quente do ano - Foto: Felipe Panfili/AgNews
Direto do Rio de Janeiro


Confira 10 tendências apresentadas no Rio de Janeiro:

Jardim de verão: No quesito estampa, não tem para ninguém. As flores e plantas reinam absolutas: de hibiscos a rosas, estão aí para enfeitar de forma minimalista ou explosiva as peças de verão. E todas elas, dos biquínis aos vestidos mais chiques. Valem desenhos e aplicações. Ao lado das flores, caminha a geometria, com traços, bolas, quadrados, riscas, usadas até juntas, numa miscelânea de cores e desenhos. E até as grifes masculinas entram na dança.

(Maria Bonita Extra, Teca, R.Groove, Blue Man)

De corpo aberto: Praticamente todas as grifes deixaram o corpo à mostra. Telas, tules, musselinas, organdis, rendas e algodões conferem ao verão o toque macio e suave ao corpo, que não leva nada por baixo. Nas passarelas, nem sutiãs as modelos usavam. Na vida real, as adaptações são bem-vindas. Mas os tecidos transparentes e plastificados também cobrem outras peças, levando ao look efeito de sobreposição. Algumas peças são costuradas de forma a deixar frestas que desvendam partes do corpo.

(Graça Ottoni, Filhas de Gaia, Patachou, Redley)

Tramas e tramoias: Se você acha que verão não é época de tricô ou crochê, está na hora de mudar seus conceitos. Não caia nessa tramoia. Grifes garantem que os trabalhos caem muito bem com a estação mais quente. As tramas são mais abertas, os fios são frescos, as peças delicadas. Há espaço para vestidos leves, saias, capas, casaquetos e até macacões, como bem provou Lucas Nascimento, mestre em tricô, neste último dia de evento. E valem também os trabalhos em renda, valorizando as peças artesanais.

(Lucas Nascimento, Claudia Simões, Mara Mara Mac, Isabela Capeto)

Altos e baixos: Quer comprido ou curto? Não importa, tem para todos os estilos e pernas. Nos curtos, valem vestidos, batinhas, saias, shorts e macaquinhos. Alguns vestidos são muuuuuito curtos, apropriados para passarela e só. Na vida real, podem fazer par com calças skinny, legging e bermudas tipo ciclista. Nos longos, valem os soltos e largos, com plissados, pregas ou franzidos. Mas há os comprimentos intermediários, logo acima do joelho.

(British Colony, Carlos Tufvesson, Estúdio Fashion)

Arco-íris: A gama de cores é variada e vem com cores acesas ou lavadas. As principais são: salmão ou coral; azuis, do marinho ao jeans lavado; verdes dos claros ao quase oliva; marrons; amarelos, rosa. E, claro, um pouco de preto ali e bastante branco acolá. Com passagens pelos tons de areia e camelo. Para todos os gostos, não?

(Espaço Fashion, Mara Mac, Cláudia Simões)

Pecinhas básicas: Sinto muito, mas não dá para escolher apenas uma. As calças vêm ainda soltinhas, mas não tanto como as do tipo saruel da temporada passada. Ainda há o gancho baixo, mas mais tranqüilo. Leves volumes no quadril também aparecem nas calças e saias. Peças arredondadas, com balonês discretos, franzidinhos delicados também comparecem no verão. E vestidos, vestidos e vestidos, muitos vindos a partir de camisas. Vale prestar atenção também em coletes e macacões.

(Andrea Marques, Juliana Jabour, Graça Ottoni)

Cinturinha no lugar: A cintura marcada, inclusive com cintos ou faixas é no lugar mesmo. Nem acima nem abaixo. Quase numa volta da cinturinha de vespa. Em muitas peças, as saias se alargam em godês suaves, tipos anos 50, como já se tem visto nas passarelas internacionais.

(Teca, Giulia Borges, Andrea Marques)

Aplicações e volumes: Os volumes são mais suaves. Aqueles trabalhos fortes de moulage aparecem, só com menos intensidade. São propostos também com babados e sobreposições. E não faltam aplicações de pétalas de tecidos, que formam verdadeiros buquês em blusas e vestidos. Colagem de flores e paetês também surgem para enfeitar as peças.

(Acquastudio, Isabela Capeto)

Adereços: O verão pede enfeites dos pés à cabeça. Ou vice-versa. Chapéus justos, com abas curtas ou mais largas, desabadas. O estilo pescador também é quente. Os colares vêm grandes, em pedrarias, materiais orgânicos, madeiras, valorizando a tendência étnica e meio africana presente em várias coleções. Nos pés, de tudo um pouco, Das baixas rasteirinhas com solados tratorados, às sandálias altas, com meia-pata, muitas com saltos de madeira. Os Oxford, altos ou baixos, também estarão nos pés de verão. E atenção às sandálias com fitas para amarrar no tornozelo: apareceram muito nas passarelas.

(Mara Mac, Walter Rodrigues, Redley)

Paz e amor: O movimento hippie do fim dos anos 60 e começo dos 70 surgiu em vestidos largos, longos e confortáveis. Ganham a companhia das estampas hits de verão, as flores. Os tamancos com solado em madeira ou sandálias de couro rasteiras, chapéus de abas largas, tranças ou cabelões soltos e frisados fazem parte desse paz e amor descolado e moderninho apresentado por aqui.

(Cantão, Alessa, Totem)



Rosângela Espinossi

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