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Sycamore Partners é o acionista majoritário da Victoria's Secret

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
21 de fev de 2020
Tempo de leitura
2 Minutos
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Após surgirem, em janeiro, rumores sobre a venda da marca de lingerie, em plena altura de polémicas após acusações de assédio sexual no seio do executivo, que se somaram aos fracos resultados, a L Brands anuncia ter efetivamente assinado a venda de uma participação maioritária na marca Victoria's Secret à empresa de investimentos Sycamore Partners.


Victoria's Secret - DR


Uma compra de 55% das ações por um montante que avalia a marca de lingerie em 1,1 bilhãode dólares (cerca de 1,016 bilhão de euros) no total. A L Brands pretende focar-se na sua outra marca, a Bath & Body Works, que atua no segmento de higiene e beleza.
 
Neste anúncio, a L Brands revelou ainda que o seu CEO de longa data, Leslie Wexner, de 82 anos, deixará o cargo após a conclusão da transação e se tornará presidente emérito. Wexner será substituído pelo atual diretor de operações da Bath & Body Works, Andrew Meslow.

A empresa com sede em Columbus, Ohio, declarou que a Sycamore Partners será agora proprietária de 55% da Victoria's Secret, e que a marca se tornará autónoma e deixará de estar cotada em bolsa, mesmo que a L Brands - que está listada na Bolsa de Valores de Nova Iorque - mantenha a participação restante de 45%.

Leslie Wexner, presidente e CEO da L Brands, declarou: "Acreditamos que esta estrutura permitirá que a Bath & Body Works - que representa a grande maioria do resultado de exploração consolidado em 2019 - continue a alcançar um forte crescimento e receba a sua avaliação de mercado apropriada. A transação permitirá igualmente que a empresa reduza a sua dívida."
 
"Acreditamos que a separação da Victoria's Secret Lingerie, da Victoria's Secret Beauty e PINK [as três linhas desenvolvidas pela marca] numa empresa privada [não cotada] é a melhor maneira de restaurar os seus níveis históricos de rentabilidade e crescimento", acresentou o dirigente.

Stefan Kaluzny, diretor-geral da Sycamore Partners, acrescentou: "Acreditamos que existe uma oportunidade importante para impulsionar o crescimento e melhorar a rentabilidade da Victoria's Secret. Estamos ansiosos por nos associarmos à equipa de direção para concretizar estes objetivos.”
 
Uma equipa de direção que será, provavelmente, revista em breve para permitir que a marca de lingerie se relance após vários anos de declínio. O grupo L Brands prepara-se para publicar vendas abaixo de 10% no quarto trimestre do exercício em curso para a Victoria's Secret. A marca de lingerie, entre a sua própria rede de lojas e os seus franchises, conta com cerca de 1.500 pontos de venda em todo o mundo. A imagem, fortemente criticada na era "Me Too", e as vendas, precisarão, portanto, de ser retificadas.

(Com Reuters)

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