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SPFW com propósito: de protesto ambiental ao primeiro homem trans na passarela

Publicado em
today 18 de out de 2019
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De protesto pelo Meio Ambiente ao primeiro modelo trans homem na passarela, esta 48ª edição da São Paulo Fashion Week foi marcada por desfiles com propósito, mostrando que as marcas estão atentas às demandas dos consumidores e da sociedade por mais diversidade e por sustentabilidade.


Sam Porto na passarela da Cavalera - Reprodução Instagram @cavalera


Recordista em desfiles na SPFW, o modelo Sam Porto, de 25 anos, fez um protesto contra a transfobia durante o desfile da Cavalera trazendo no peito a frase "Respeito trans" e deixando à mostra as cicatrizes deixas pela mastectomia. 

A modelo Rita Carreira é outra quebra de paradigmas nos castings da semana de moda. Plus size e negra, ela está longe de ser o perfil de modelos muito magras, brancas, de olhos e cabelos claros, mas mostra que os padrões estão mudando ao ser escalada para três desfiles (Cavalera, Handread e Isaac Silva): "É engraçado perceber onde cheguei, porque já ouvi dona de marca dizendo que não me queria como modelo porque eu 'empobreceria' a campanha dela", disse ela ao Universa


A modelo Rita Carreira para a Cavalera: três desfiles para a conta nesta SPFW - Reprodução Instagram @ritacarreiraa


Uma nítida crítica aos padrões de beleza e da busca desenfreada por ela também pode ser vista no desfile da estilista Marina Dalgalarrondo, da grife ÂO, que por meio da modelagem e dos tecidos das peças fez menções claras aos procedimentos estéticos para alterar o corpo. Mulheres siliconadas e deformações auto-infligidas foram a inspiração para os looks de látex.  


Modelo na passarela da grife ÃO - Reprodução Instagram @ao.algo


No primeiro dia de desfiles, a Ellus, depois de quatro edições ausente das passarelas, levantou a bandeira da sustentabilidade com uma apresentação que homenageou a Amazônia, o meio ambiente e as identidades individuais. Em sua coleção para o inverno de 2020, assinada pelos estilistas Thiago Marcon e Muriel Mingossi, Ellus apresentou sua "história de identidade e consciência" e se propôs a derrubar barreiras "de forma ativista e verdadeira”. 

Conhecido por ser um dos precursores dos desfiles com propósito, que chamam a atenção para uma causa, Ronaldo Fraga foi uma das ausências sentidas nesta edição da SPFW. Além dele, também ficaram de fora desta edição as grifes diretamente atingidas pelo episódio da morte do modelo Tales Cotta, que faleceu enquanto desfilava para a Också. Além dela, Flavia Aranha e Piet, que também fizeram suas apresentações naquele dia preferiram não participar desta temporada.

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