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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
2 de jul. de 2018
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Sonia Rykiel L'Atelier: homenagem às mulheres revolucionárias

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
2 de jul. de 2018

Reminiscências do espírito livre da década de 1960 passaram por um pátio de Paris no domingo. Com Sunday Morning, dos Velvet Underground, como trilha sonora, a Sonia Rykiel apresentou a coleção de estreia da linha L'Atelier no Cour du Mûrier da faculdade de Belas Artes.


Sonia Rykiel L'Atelier outono 2018 Couture - Photo: PixelFormula


Sob uma luz filtrada e diante de dezenas de estátuas clássicas de mármore de corpos nus, o elenco desfilou orgulhoso, posando diante de uma pedra sobre a qual estão inscritos os nomes de todos os ex-alunos da faculdade que perderam a vida em guerras francesas. Mas, o coração desta coleção foi a década de 60, a revolta estudantil e a revolução sexual que tiveram origem nas ruas de Saint-Germain.

Embora a diretora criativa da casa, Julie de Libran, tenha nascido bem depois de 1968, a fundadora da casa viveu pessoalmente toda essa agitação, pelo que muitos dos looks apresentados fizeram referência ao seu próprio guarda-roupa. Fundada nesse mesmo ano, a casa celebra em 2018 o seu 50º aniversário.

Do look de abertura de Libran, um maravilhoso conjunto hippie chic em preto integral digno de Janis Joplin, com saia com plumas, fraque de lapelas largas e uma boina grande com plumas vermelhas de marabu, até aos vestidos de malha às riscas horizontais e aos vestidos cor de pele, praticamente tudo foi adornado com enormes laços de seda. Apesar disso, o estilo manteve uma certa distância do look retro através do patchwork e vestidos de cocktail assimétricos usados com grandes botas de tricot, num mood hiper contemporâneo. Looks ousados para mulheres corajosas.

“Desde que recebemos, há três meses, este generoso convite para mostrarmos a nossa criatividade durante esta semana da alta-costura, tudo tem sido bastante emotivo. O mais apropriado era celebrar o inventário de Rykiel e os nossos ícones. Mostrar o guarda-roupa, as malhas, os casacos de estilo marinheiro, casacos de estilo masculino… porque é importante para mim que os ombros de uma mulher sejam imponentes”, disse Libran sorrindo.

Inspirada por aquele que é muitas vezes referido como o Ano da Revolução, esta foi claramente uma experiência liberadora para Libran, que criou uma das suas melhores coleções para a marca. Será que a diretora criativa considera esta coleção como sendo alta-costura, ainda que Rykiel não seja oficialmente membro da federação francesa de alta-costura? “A forma como foi feita, o savoir-faire do nosso atelier, cujo trabalho incrível eu queria celebrar e a quem eu queria dedicar esta coleção feita à mão, tornam-na certamente alta-costura”, disse Libran sem fôlego antes de posar com Elizabeth e Georgia Jagger, descendentes de Mick Jagger, que compôs Street Fighting Man em 1968.

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