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Shiseido colapsa no terceiro trimestre devido à sua subsidiária americana

Por
AFP
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 12 de nov de 2017
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access_time 2 Minutos
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A empresa japonesa de cosméticos comunicou na quinta-feira (9) que registrou uma perda líquida devido à redução de ativos nos Estados Unidos, e registrou crescimento significativo em sua atividade nos primeiros nove meses do ano, impulsionada pela Ásia.


Shiseido


Ao mesmo tempo que manteve suas projeções de crescimento anual de receita e  lucro operacional, o grupo reduziu novamente sua previsão anual de lucro líquido pela segunda vez em menos de dez dias.

A marca espera um modesto lucro líquido anual de 5 bilhões de ienes (38 milhões de euros). Em 1º de novembro, a Shiseido já havia reduzido sua previsão para 10 bilhões de ienes, dos 32.5 bilhões de ienes esperados anteriormente.

A causa foi a redução de ativos da subsidiária americana Bare Escentuals, especializada em cosméticos naturais à base de minerais para 70,7 milhões de ienes (553,19 milhões de euros), 5 bilhões de ienes a mais do que havia sido anunciado em 1º de novembro.

Essas baixas levaram a Shiseido ao vermelho, com uma perda líquida de 17 bilhões de ienes (128,69 milhões de euros) em nove meses, em comparação com o lucro líquido de 37,2 bilhões de ienes (281,6 milhões de euros) alcançado no ano anterior, conforme indicado pela empresa em um comunicado.

Apesar disso, a atividade do grupo em si foi em grande parte lucrativa e em expansão: o lucro operacional aumentou 82,4% para 70,7 bilhões de ienes em nove meses (567 milhões de euros).

O volume de vendas acumuladas nos primeiros nove meses aumentou 17,4% para 731,2 bilhões de ienes (cerca de 6 bilhões de euros). As vendas e o lucro operacional devem atingir um recorde em 2017, com 985 bilhões de ienes (7.456 milhões de euros) e 65 bilhões de ienes (492 milhões de euros), respectivamente, conforme anunciado em 1º de novembro.

Nos três primeiros trimestres, a atividade do grupo foi bem orientada ao seu principal mercado, o Japão, que representa cerca de 44% de suas vendas. Os consumidores japoneses se beneficiaram de uma "uma tendência positiva nos gastos do consumidor, apoiada por uma melhoria no emprego e renda", enquanto o número de turistas estrangeiros ansiosos para comprar no Japão aumentou, disse a Shiseido.

Em termos de vendas, "a China (14,4% do total) e o resto da Ásia continuaram crescendo a um ritmo constante". Por outro lado, "na Europa, o crescimento permaneceu fraco e desigual de um país para outro" e "abrandou" no continente americano (13,5% do volume de negócios total).

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