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16 de jun. de 2020
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Setor calçadista passa a demitir menos com abertura gradual do comércio físico

Publicado em
16 de jun. de 2020

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) divulgou nesta terça-feira, 16, o mais recente balanço dos impactos da pandemia do novo coronavírus no setor calçadista brasileiro. Na última semana, conforme dados levantados junto a empresas do setor, foram perdidos cerca de 250 postos de trabalho, o menor número desde o início da pesquisa, no final de março. Dos postos perdidos, 102 foram no Rio Grande do Sul e 105 em São Paulo. Com o registro, o setor somou 36,22 mil postos perdidos desde o início do levantamento. Rio Grande do Sul, com 10,8 mil postos perdidos, e São Paulo, com a perda de 10,79 mil postos, lideram o ranking de demissões. O volume de demissões é cerca de 13% do total de empregos gerados pela atividade (269 mil postos em dezembro de 2019). 


Abicalçados reporta “alívio” com abertura gradual do comércio físico - Mohammad Metri / Unsplash



Para o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, o dado confirma a projeção inicial da entidade de que o quadro de demissões ficaria mais estável a partir do retorno gradual do funcionamento do varejo físico nos principais centros comerciais brasileiros. “O setor calçadista é muito dependente do mercado interno, especialmente do varejo físico, que responde por mais de 85% das nossas vendas totais. Com a abertura gradual das lojas, é natural que as coisas melhorem paulatinamente. Assim como o segmento sente rapidamente a queda na demanda, também sente rapidamente qualquer melhora no ambiente de vendas, com reflexo direto nos postos de trabalho”, comenta o dirigente, acrescentando que, no entanto, o setor ainda está longe de ter uma retomada mais substancial. “Os lojistas ainda estão com produtos estocados”, conclui.   

O levantamento realizado junto às empresas também aponta que o setor vem operando com menos de 40% da sua capacidade instalada. A projeção é de uma queda de até 30% na produção de calçados ao longo do ano, o que faria o setor retornar a patamares de 16 anos atrás, com pouco mais de 640 milhões de pares produzidos. 

 

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