Sears: oferta de compra do presidente Edward Lampert é aprovada

O juiz americano Robert Drain aprovou na quinta-feira (7) a venda da Sears Holding Corp. ao seu presidente Edward Lampert por 5,2 bilhões de dólares, o que permitirá que a rede evite a falência  e preserve milhares de empregos.


Reuters

425 pontos de venda permanecerão abertos e 45.000 empregos serão preservados. Números pequenos em comparação com o passado glorioso da Sears que, em um dos melhores momentos de sua história, contava com 355.000 funcionários e 3.500 pontos de venda. Mas, com o passar dos anos, os consumidores começaram migrar para as lojas de departamentos e, para a Sears, as conseqüências foram grandes: desde o início da década, a empresa acumulou perdas de mais de 10 bilhões de dólares.

Um ícone do varejo americano durante a maior parte do século 20, em 1880, a Sears era uma versão inicial da Amazon: vendia de tudo para todos através de seus catálogos entregues nos lares americanos. Livros de 1.000 páginas nos quais era possível encontrar praticamente tudo, até mesmo ópio e cocaína por um determinado período.

Em seus 125 anos de história, a empresa foi pioneira no lançamento de marcas que ainda hoje são protagonistas do mercado e, após a Segunda Guerra Mundial, ela abriu o caminho para o boom dos shoppings centers; foi a primeira rede a introduzir estacionamento em seus pontos de venda; além de ter sido também a primeira a abrir aos domingos.

As primeiras dificuldades da Sears surgiram nas décadas de 70 e 80, com a ascensão da Walmart e da Costco, às quais ela não conseguiu se defender. Depois veio a revolução da Amazon, que a derrubou.

Traduzido por Novello Dariella

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