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Terra
Publicado em
16 de out. de 2009
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Salto alto foi criado para o rei Luis XV

Por
Terra
Publicado em
16 de out. de 2009

A loucura por saltos não é algo novo, vale dizer. Afinal a obsessão de homens e mulheres pelo acessório existe desde o século 17 quando foi criado pelo rei da França Luís XV, que queria ser mais alto do que seus 1,60m. Como a França era lançadora de tendências, a moda se espalhou por toda a Europa e virou símbolo de status.



Ironia ou não, um dos objetos mais desejados pelas mulheres foi criado por um homem. Mas a origem do salto remonta antigas tribos africanas quando as mulheres eram colocadas em pedestais em cerimônias de homenagem, simbolizando seu valor e importância maior do que os homens.

Na Itália, no século 18, os nobres, tanto homens quanto mulheres usavam plataformas de até 70cm (você leu bem, sim, 70 cm), chamadas de chopines, e precisavam do auxílio de dois criados para manter o equilíbrio. Era produto de status, pois somente os ricos tinham recursos para este luxo. Quanto mais alto era o calçado, mais alta era a posição social do seu proprietário.

Na década de 1950, nasce o modelo que seria eternizado como símbolo máximo de sensualidade e até fetichismo. O stilleto, ou salto agulha, foi fabricado por um italiano que criou um salto com miolo de metal, inovação que permitiu os saltos mais finos jamais imaginados, difíceis de caminhar.

Se olharmos os lançamentos das coleções, parece que não existe intenção em facilitar a caminhada, mas talvez a relação de dor e amor esteja chegando ao fim, pelo menos por um período. Nos Estados Unidos, as mulheres estão aplicando botox e preenchimento nas plantas dos pés para evitar a dor dos saltos altos. Tudo em nome do "vício".

Michelle Achkar

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