SMCP assina acordo com JD.Com para impulsionar comércio eletrônico na China

A SMCP, proprietária das marcas de moda Sandro, Maje e Claudie Pierlot, anunciou na terça-feira ter assinado um acordo com a JD.Com para amplir a sua presença nas plataformas de vendas online na China e aceder à sua enorme base de clientes.


O grupo aposta no internacional - Maje

O grupo de prêt-à-porter posicionado no chamado luxo "acessível", com vestidos vendidos por cerca de 400 euros, fez da China o seu eixo de desenvolvimento estratégico.
 
"Esta parceria vem complementar a nossa presença digital na China, onde o apetite dos clientes no digital é muito poderoso", declarou Daniel Lalonde, CEO do grupo, à Reuters.
 
A SMCP, controlada pela chinesa Shandong Ruyi, abriu na China um site para cada uma das suas três marcas. Também já está presente no TMall, a plataforma da gigante Alibaba. O comércio eletrónico é responsável por quase 15% das suas vendas na China e esta participação deverá chegar a 20% dentro de três a cinco anos, indicou o responsável.

O grupo realiza atualmente 22% do seu volume de negócios na Ásia, com uma fatia considerável a ser assumida pela "Grande China" (China continental, Hong Kong e Macau).
 
Como muitos dos seus concorrentes, a SMCP conta com o comércio eletrônico para expandir a sua base de clientes, especialmente em cidades pequenas e médias.

O TMall e o Taobao, os sites generalistas da Alibaba, reivindicam 600 milhões de clientes, a JD.Com cerca de 400 milhões. O seu poder de atração reside nas suas poderosas infraestruturas logísticas e tecnológicas, que integram redes sociais - que se tornaram cruciais -, locais comerciais e sistemas de pagamento.

A Alibaba detém o serviço de mensagens Weibo, o Youtube chinês Youku e a aplicação de pagamento móvel Alipay, enquanto a JD.Com conta com o serviço de mensagens WeChat da Tencent - sua acionista - e o seu sistema de pagamento integrado.

A SMCP abriu 137 lojas em 23 cidades chinesas desde a sua chegada a Xangai em 2013. Atualmente, conta com quase 1.500 pontos de venda em todo o mundo e planeia abrir uma centena em 2019, principalmente na Ásia e na Europa.
 
O grupo espera um crescimento das vendas entre 9% e 11% a taxas de câmbio constantes em 2019, após um aumento de 13% em 2018, impulsionado novamente por numerosas aberturas de lojas (134 aberturas líquidas), nomeadamente na China.

Em lojas comparáveis, no ano passado o crescimento das vendas limitou-se a 3,7%, após uma progressão de 7,8% em 2017, com as vendas estáveis em França após um quarto trimestre afetado pelos encerramentos de lojas relacionados com o movimento dos coletes amarelos.

Traduzido por Estela Ataíde

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