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Ritmo do comércio de algodão desacelera no mercado brasileiro

Por
Fibre2Fashion
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 19 de dez de 2018
Tempo de leitura
access_time 3 Minutos
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Com a baixa qualidade dos lotes disponíveis no mercado brasileiro e o conflito entre os agentes em relação aos preços, o ritmo de comercialização do algodão desacelerou na primeira quinzena de dezembro. Além disso, com a proximidade de férias de fim do ano, os agentes priorizaram as entregas do algodão já comprado anteriormente.


Ritmo do comércio de algodão desacelera no Brasil


Entre 30 de novembro e 14 de dezembro, o índice de algodão / ESALQ CEPEA, com pagamento em 8 dias, subiu 2,26% e fechou em 3,0196 reais por libra em 14 de dezembro, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) em seu último relatório quinzenal sobre o mercado brasileiro de algodão.

O algodão disponível no mercado durante a quinzena teve qualidade inferior e os lotes foram heterogêneos, segundo o CEPEA. Como resultado, alguns processadores interessados ​​em novas compras alegaram dificuldades para encontrar algodão de melhor qualidade. Os vendedores, por outro lado, não quiseram baixar os preços, mesmo para os lotes de menor qualidade.

Os agentes fecharam diversos negócios para entrega futura, atentos aos aumentos de preços internacionais, principalmente do algodão das próximas duas safras (2018-19 e 2019-20). Processadores brasileiros compraram algodão para o início de 2019 e também para o segundo semestre a preços fixos e/ou baseados no índice CEPEA / ESALQ.

A produção brasileira de algodão na safra 2018-19 pode chegar a 2,364 milhões de toneladas, 17,8% a mais que a safra anterior, segundo dados divulgados pela Conab em 11 de dezembro. O aumento está ligado ao aumento da área em 23,2% nesta temporada, estimada em 1.447 milhões de hectares. A produtividade média, no entanto, pode diminuir 4,4% em comparação com a safra 2017-18, para 1,633 kg por hectare.

No Mato Grosso, principal produtor de algodão do Brasil, a produção de 2018-19 deve atingir 1,568 milhão de toneladas, 21,5% a mais que a safra anterior, segundo a Conab. Enquanto a produtividade média está prevista em 1.640 quilos por hectare (queda de 1,1%), e estima-se que a área semeada aumente em 22% (955,9 mil hectares) devido ao bom rendimento do algodão.

Na Bahia, a segunda maior área de cultivo de algodão do Brasil, a área de algodão deve aumentar após cair por quatro anos consecutivos, chegando a 310.000 hectares na safra 2018-19 (alta de 17,6%). A colheita do estado é estimada em 508,6 mil toneladas, um aumento de 2%. A produtividade média, por sua vez, está prevista em 1.640 kg por hectare (queda de 13,2%).

Segundo a Secex, a exportação de algodão brasileiro aumentou pelo quarto mês consecutivo em novembro, atingindo um volume recorde de 198,4 mil toneladas. A quantidade embarcada no mês passado foi 21,6% maior que a de outubro de 2018 e 26,9% maior do que as 156,3 mil toneladas embarcadas em novembro de 2017.

Em novembro de 2018, a receita totalizou 344,2 milhões de dólares, 21,6% a mais do que o registrado em outubro e 36,6% acima dos 251,9 milhões de dólares obtidos em novembro de 2017.

As importações de algodão totalizaram 133.200 toneladas no mês passado, 55% a menos que outubro, mas muito acima das 33.300 toneladas embarcadas em novembro de 2017. No mês passado, o preço médio de importação foi de 1,2301 dólar por libra, 54,4% a mais que o mês anterior, mas 26,8% a menos que o valor de 1,6806 dólar por libra um ano antes. 

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