Richemont pode fazer novos investimentos ou alienações

O grupo de luxo suíço, Richemont, anunciou na sexta-feira (18) que está avaliando a possibilidade de realizar "novos investimentos ou alienações estratégicas”. Ao publicar os resultados de seu ano fiscal encerrado em 31 de março,  a empresa informou que o desempenho do seu segmento de joias, que registrou aumento de  8% nas vendas à taxas de câmbio constantes, compensou o de relógios, que continuou em recuo. Os resultados ficaram aquém das previsões do grupo, que esperava um crescimento de 9,3%.


Arquivo - REUTERS/Pierre Albouy

O faturamento anual atingiu 10,979 bilhões de euros, também abaixo das previsões (11,2 bilhões), um aumento de 3% antes da correção dos efeitos cambiais. O lucro líquido anual também subiu ligeiramente, em 1%, para 1,2 bilhão de euros, mais uma vez abaixo das expectativas, em parte devido à compra de estoques de relógios no valor de 203 milhões de euros. O grupo de Genebra decidiu realizar esses resgates por um montante de 278 milhões de euros no ano fiscal de 2016-2017, pois uma queda repentina na demanda resultou no acúmulo de estoques nas lojas.

O grupo suíço, que é proprietários da Cartier, Baume & Mercier, Vacheron Constantin, Van Cleef & Arpels, além de marcas de moda como Chloé, Alaïa, Dunhill, Lancel e Shanghai Tang, vem se recuperando bem na Ásia, com destaque para o crescimento de dois dígitos na China continental, Hong Kong, Coreia e Macau.  Mas ainda assim, a empresa que é a segunda maior do mercado de luxo, continuou com resultados em queda na Europa no ano fiscal de 2017/2018.

"Nossa abordagem de longo prazo não nos impede de considerar novos investimentos ou alienações, como fizemos no ano passado", disse o grupo suíço em comunicado. "A força do nosso fluxo de caixa e estrutura financeira deve nos ajudar a explorar todo o potencial do grupo nos próximos 30 anos".

Assim como seus concorrentes, a Richemont está trabalhando no desenvolvimento de suas operações online, que se tornaram um importante vetor de crescimento para atrair uma clientela mais jovem. A Richemont assumiu recentemente o controle da Yoox Net-A-Porter por 2,8 bilhões de euros, mas sua estratégia digital sofreu um pequeno revés com a saída de seu diretor de tecnologia este mês, após quatro meses no cargo. No ano passado, a Richemont também adquiriu uma participação na empresa especializada em travel retail de luxo, Dufry, e sempre mirando no público jovem, o grupo acaba de anunciar o lançamento de uma nova marca de relógios, Baume.

A situação da relojoaria de luxo melhorou nos últimos anos, após uma severa recessão, mas as marcas precisam rever seu modelo de negócios para explorar melhor as redes de distribuição online e reacender o interesse dos jovens consumidores por relógios de preços tradicionais.

Redação com Reuters

Traduzido por Novello Dariella

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