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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
19 de fev. de 2020
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Richard Malone e Bode vencem International Woolmark Prize

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
19 de fev. de 2020

O estilista irlandês Richard Malone foi escolhido entre dez finalistas como o vencedor da edição 2020 do International Woolmark Prize, enquanto a marca Bode ganhou o primeiro "Karl Lagerfeld Award for Innovation" (prémio Karl Lagerfeld para a inovação).


Emily Adams Bode (no meio) e Richard Malone (à sua esquerda) rodeados pelos modelos que usaram as suas coleções - Photo: The Woolmark Prize

 
Organizada no âmbito da Semana da Moda de Londres, a final do concurso deste ano exigia que cada finalista tivesse uma coleção cápsula de seis silhuetas em lã merino, uma matéria-prima que, pela primeira vez na história do prémio, também tinha que ser inteiramente rastreável.
 
Os finalistas - que beneficiaram de um programa pedagógico e de orientação fornecido pela Academia de Inovação da The Woolmark Company - deveriam também apresentar roteiros ecologicamente responsáveis e tirar proveito das ferramentas tecnológicas da Provenance, parceira da Woolmark, nas suas coleções.

Para criar a sua coleção, Richard Malone inspirou-se na sua infância em Wexford, na Irlanda. O designer renunciou aos produtos químicos tradicionalmente utilizados no processo de tingimento para minimizar o seu impacto no meio ambiente.
 
Em colaboração com tecelões de Tamil Nadu, na Índia, Malone usou corantes vegetais 100% orgânicos em lã de merino e outras fibras ecologicamente responsáveis para criar uma coleção cápsula que promove um sistema de moda circular.

"Não esperava, de todo, ganhar o Woolmark Prize”, reconhece o estilista. “A recompensa irá ajudar-nos continuar a construir a nossa cadeia de aprovisionamento e partilhar a nossa experiência com outras marcas e criadores. E abrir um diálogo com a indústria da moda como um todo. Obrigado aos fabricantes de lã australianos por esta fibra incrível."
 

Nova distinção para a Bode



Quanto à estilista originária da Geórgia, Emily Adams Bode, cuja marca Bode também foi finalista do Prêmio LVMH em 2019, esta optou por utilizar stocks antigos de tecidos encontrados em fábricas abandonadas, o que lhe valeu o prémio Karl Lagerfeld para a inovação. A designer recebeu o seu prêmio das mãos de Carine Roitfeld, fundadora e editora-chefe do CR Fashion Book, grande amiga e colaboradora do falecido couturier alemão, que venceu, ele próprio, o Woolmark Prize em 1954, na categoria "casaco".

Além deste reconhecimento, os dois laureados recebem uma recompensa financeira: 100 mil dólares australianos (quase 62 mil euros) para Emily Adams Bode e 200 mil dólares australianos (cerca de 123 mil euros) para Richard Malone. Juntamente com os outros finalistas, serão também apoiados do ponto de vista comercial pela rede de parceiros de distribuição da The Woolmark Company.

Entre os finalistas do prêmio de 2020 estavam a marca britânica A-Cold-Wall - finalista do Prêmio LVMH em 2018 -, a marca sul-coreana Blindness, a marca holandesa Botter e o designer Fang Chen Wang, que se divide entre a China e o Reino Unido. A marca alemã GmbH, o francês Ludovic de Saint Sernin, o americano Matthew Adams Dolan e o belga Namecheko completavam a seleção.

Este ano, o júri foi composto por Tim Blanks, Hamish Bowles, Sinead Burke, Edward Enninful OBE, Kim Jones, Takashi Murakami, Holli Rogers, Anja Rubik e Shaway Yeh.
 
As coleções produzidas pelos finalistas do Woolmark Prize deverão ser comercializadas em setembro.

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