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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
23 de jan. de 2018
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Proenza Schouler regressa às origens na Semana da Alta Costura de Paris

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
23 de jan. de 2018

Depois de se deixar seduzir pela França no seu primeiro desfile em Paris em julho passado, a Proenza Schouler apresentou um momento muito americano, que destacou o artesanato da sua terra natal numa coleção arrojada e frequentemente brilhante, apresentada em Paris numa segunda-feira chuvosa.


Photo: Proenza Schouler/ Instagram


Arrojada no sentido em que o corte, os recortes e as silhuetas eram todos muito elegantes e assentes no melhor conjunto de botas funky que vimos este ano na Europa.
 
Suas ideias mais inovadoras foram frequentemente as mais simples: vestidos simples decorados com tiras de tecido indígena; ou garotas hippies da Costa Oeste dos anos 60 com versões atrevidas de vestidos school marm. Antes de regressar repentinamente a Nova Iorque com um conjunto de soutien e saia comprida em chiffon – perfeito para uma noite quente no Lower East Side.

“É uma viagem através de um mundo sem fronteiras. Um viajante que recolhe objetos e memórias ao longo do caminho. Com muito artesanato americano”, disse o designer Lazaro Hernandez, citando materiais como macramé tradicional feito em tubos para se assemelhar a spaghetti de couro ou tie-dyes feitos à mão na Califórnia.
 
“Basicamente, esta coleção foi forjada à mão. Então, olhamos para os anos 70 e o movimento feminista. É uma espécie de alta costura americana”, acrescentou o seu companheiro Jack McCollough, antes de se corrigir para realçar: “Este é o nosso prêt-à-porter de primavera. Desculpe, o nosso prêt-à-porter de outono ser apresentado na alta costura da primavera”. Antes de Hernandez rir alto e dizer: “Já ninguém sabe! É uma temporada sem fronteiras.”
 
Sempre houve uma força medieval na obra da Proenza Schouler, e esta esteve novamente evidente nesta temporada com couro com tachas, ombros protetores e boleros de peles largos. Ou nos pingentes étnicos feitos à mão, tão grandes que quase pareciam couraças, fabricados em bronze e ouro martelados, com pedras e ametistas incrustadas.
 
A coleção tem um grande poder e a apresentação foi a ideal (e imaginamos que com um orçamento muitíssimo menor do que o da Dior ou Chanel), na cave destruída de um escritório da década de 1970 em desuso. Os assentos eram feitos de tijolos cobertos por pequenos pedaços de feltro. Um exemplo perfeito de como usar recursos modestos para conseguir um excelente efeito numa incrível encenação de guerrilha, da autoria do produtor Alex de Betak.

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