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27 de fev. de 2014
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Problemática calçadista com a Argentina em discussão

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Publicado em
27 de fev. de 2014

As barreiras impostas pelo governo argentino aos calçadistas brasileiros foram objeto da reunião da Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

O encontro ocorreu na última quarta-feira, dia 26, na sede do poder legislativo gaúcho e contou com as presenças do presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, do presidente do Badesul, Marcelo Lopes, e Luiz Fernando Lorenzi, delegado da Receita Federal de Novo Hamburgo, e deputados estaduais ligados ao setor.

Reunião da última quarta-feira lembra que a DJAI [solicitada pelo Governo Argentino] não é prevista no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), portando é uma uma ferramenta ilegal.



Na ocasião, o presidente-executivo da Abicalçados ressaltou os entraves ilegais impostos com as Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAIs). Conforme mais recente levantamento da entidade, pedidos de 410 mil pares foram cancelados por conta do problema. “Temos outros 418 mil aguardando a liberação dos documentos para entrar na Argentina”, acrescentou, lembrando que a DJAI não é prevista no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), portando uma ferramenta ilegal.

Segundo Klein, somente os pares recentemente cancelados representam prejuízo imediato de mais de US$ 6 milhões. Já os pares que seguem retidos representam outros US$ 9 milhões, somando um prejuízo total de US$ 15 milhões. Para Klein, o governo brasileiro, através do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), tem apoiado o setor, mas os esforços não foram suficientes para a sensibilização do governo de Cristina Kirchner, que vê no protecionismo uma forma de combater a deterioração da economia argentina.

O dirigente calçadista relatou, ainda, que muitas indústrias deixaram de trabalhar com a Argentina por conta do entrave. “O prejuízo é muito grande e a maioria das empresas prejudicadas estão no Rio Grande do Sul”, disse. Por outro lado, o que mais causa indignação é que os calçados chineses continuam entrando no mercado argentino, ganhando um mercado que antes era brasileiro. “Hoje 67% do calçado que entra na Argentina é chinês. A barreira que é aplicada ao nosso produto não está sendo aplicada para os asiáticos. Isso não tem explicação dentro do Mercosul”, concluiu.

Foto: Divulgação

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