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Principais nomes da indústria do luxo podem se recuperar da crise a partir de 2021

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
20 de abr de 2020
Tempo de leitura
3 Minutos
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A crise gerada pela pandemia de coronavírus afetará fortemente o mercado de luxo. Como ilustrado pelos primeiros resultados trimestrais publicados em particular pela LVMH (-15%) e Salvatore Ferragamo (-30%), as marcas registrarão uma queda significativa em suas vendas em 2020, com uma saída da crise que promete ser difícil, incerta e mais longa que o esperado. 


Salvatore Ferragamoviu as vendas caírem 30% no primeiro trimestre - © PixelFormula


As perspectivas de longo prazo para o setor de artigos de luxo permanecem sólidas, com a situação atual sendo vista como temporária. Mas o segundo trimestre de 2020 provavelmente será menos positivo que o primeiro, de acordo com um estudo divulgado na última quinta-feira (16) pela empresa de análises Bernstein. Suas previsões apontam para um declínio médio de 35% no primeiro semestre e uma queda significativa no volume de negócios em 2020 para os principais grupos ou marcas de luxo, que, no entanto, devem recuperar o terreno perdido a partir de 2021.

A redução do turismo e das viagens, induzida pela limitação de viagens devido à epidemia penalizará as marcas, com exceção das mais bem posicionadas em termos de percepção de seu valor. O varejo de viagem será particularmente afetado, assim como o varejo europeu, que depende fortemente de seus clientes estrangeiros.

Como observam os analistas da Bernstein, "a demanda pode se recuperar na China, mas é improvável que reapareça na Europa, enquanto a demanda doméstica nos Estados Unidos e Europa cairá acentuadamente, dependendo da duração do bloqueio".

Ameaça de falência paira, sobretudo, sobre pequenas e médias empresas
 
Outros elementos a serem levados em consideração são: a diminuição das saídas no período pós-Covid-19, levando à "mudança de comportamento que provavelmente reduzirá o consumo de produtos de beleza, moda e acessórios" e a queda no poder de compra, com o aumento do desemprego e as falências das PME, que não conseguirão recuperar desta crise.

Além disso, haverá enfraquecimento de muitos setores, incluindo o turismo. "Quanto mais longa for a pausa na atividade econômica, mais profundos serão os prejuízos, mais duradouro será o impacto nos gastos não essenciais dos consumidores", afirmou o estudo de Berstein.

No final de março, a empresa Bain & Company previa uma queda de 25 a 30% nas vendas do primeiro trimestre para todo o setor de luxo. Para o ano de 2020, ela estima três cenários possíveis, levando em consideração diferentes elementos, como as possíveis durações do confinamento, as diferentes nacionalidades e os fluxos das despesas de um país para outro. De acordo com a premissa intermediária, o volume de negócios da indústria de luxo deve diminuir de 22 a 25% este ano, em comparação com 2019.

Em seu relatório intitulado "Luxury after Covid-19: changed for (the) good?", os analistas da empresa estimam que os fundamentos do mercado irão perdurar no médio e no longo prazo, incluindo a crescente demanda alimentada pela classe média chinesa -  a com maior apetite por artigos de luxo no que diz respeito às novas gerações - e a expansão do canal digital.

Essas fortes tendências poderão ser até mesmo reforçadas pela crise do coronavírus e permitir que o setor retome o crescimento a partir de 2021.
 

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