Prada vai priorizar a diversidade com novo "Conselho de Diversidade e Inclusão”

A Prada irá abordar a questão da diversidade com seu novo "Conselho de Diversidade e Inclusão".


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Prada - Primavera-Verão 2019 - Moda Feminina - Milão. - © PixelFormula

A marca italiana de luxo irá se apoiar em seu novo conselho, que visa "dar mais voz às pessoas de cor dentro da empresa e na indústria da moda em geral" e desenvolver oportunidades para talentos da moda diversos. O conselho, que será co-presidido pelo artista e ativista, Theaster Gates, e a escritora, diretora e produtora, Ava DuVernay, trabalhará com a marca para patrocinar bolsas de estudo e programas de treinamento nos Estados Unidos e em seus escritórios em todo o mundo.

"A Prada está comprometida em cultivar, recrutar e reter talentos diversos para contribuir em todos os departamentos da empresa", disse Miuccia Prada, diretora executiva e de criação da Prada, em comunicado. "Além de dar mais voz às pessoas de cor dentro da indústria, ajudaremos a garantir que a indústria da moda reflita o mundo em que vivemos, e estamos entusiasmados em trabalhar com os colaboradores de longa data, Ava DuVernay e Theaster Gates. Estamos ansiosos para trabalhar com o Diversity and Inclusion Advisory Council para nos ajudar a crescer não apenas como empresa, mas também como indivíduos. 

O conselho trabalhará em conjunto com o departamento de Responsabilidade Social Corporativa do Grupo Prada, que se concentra em investimento na comunidade, sustentabilidade, pesquisa científica e cultura. Os próximos projetos incluem a realização de uma conferência sobre o tema da melhoria da diversidade e da inclusão no local de trabalho, bem como a análise de processos e a oferta de aconselhamento sobre abordagens táticas e estratégicas de inclusão.

O anúncio acontece em um momento crucial para a indústria da moda, que viu várias marcas de luxo entrarem em conflito com os padrões de consumo em relação à inclusão. Algumas recentes controvérsias incluem o caso de um suéter de gola pólo preto que foi retirado das lojas Gucci este mês, após a reação generalizada e as alegações de que ele representava imagens "blackface", o que levou a marca a emitir um pedido público de desculpas. A Dolce & Gabbana foi boicotada na China no ano passado em meio à acusações de racismo, e a própria Prada descartou uma linha chaveiros com figuras de macacos em dezembro, depois que as peças foram comparadas à caricaturas de rostos de pessoas negras.

No entanto, vários membros da indústria da moda também estão respondendo à necessidade de aumentar a consciência em relação à diversidade. Em janeiro, o Council of Fashion Designers of America (CFDA) se uniu à gigante da moda PVH Corp. para publicar um extenso relatório nomeado Insider / Outsider que abrange todas as áreas de inclusão e diversidade; e a gigante sueca de fast fashion H&M criou o cargo Head of Inclusion & Diversity para a América do Norte em novembro.

Traduzido por Novello Dariella

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