Prada vai parar de usar peles e se concentrar na inovação de materiais

O Grupo Prada é a mais nova empresa de moda de luxo a abonar o uso de peles. Suas marcas Prada, Miu Miu, Church e Car Shoe não irão mais usar esses materiais já a partir das coleções femininas para a temporada de primavera - verão 2020.


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Prada - Outono-Inverno 2015 - Moda Feminina - Milão - © PixelFormula

A notícia foi dada pela organização humanitária britânica, Humane Society International (HSI), baseada no Reino Unido, cuja organização irmã Humane Society dos Estados Unidos trabalhou com a LAV, membro da Fur Free Alliance, e com a empresa italiana nos bastidores após uma campanha pública em setembro passado pedindo para a Prada abandonar o uso de peles. A HSI elogiou o movimento e disse que era essa é uma das declarações de moda sem uso de peles mais importantes até o momento em sua campanha para acabar com o uso de peles em todo o mundo.

Miuccia Prada disse que o grupo “está comprometido com a inovação e a responsabilidade social, e a política livre de peles - alcançada após um diálogo positivo com a Fur Free Alliance, em particular com a LAV e a Humane Society dos Estados Unidos - é uma extensão desse engajamento”. A estilista também disse que a empresa se irá se concentrar em materiais inovadores que permitam "explorar novos limites de design criativo e atender à demanda por produtos éticos”.

Claire Bass, diretora executiva da Humane Society International do Reino Unido, disse: “O histórico anúncio do Grupo Prada de abandonar o uso de peles acontece em um momento em que um número sem precedentes de designers estão dando as costas ao comércio cruel de peles e investindo em inovação de tecidos em vez de explorar animais. Políticas anti-peles como a do Grupo Prada provam que renunciar às peles não é uma tendência de fast fashion, é uma mudança radical para atender às demandas de consumidores cada vez mais conscientes”.

A empresa continuou a usar peles mesmo depois que vários de seus rivais de alto perfil abandonaram as peles de animais como vison, raposa e coelho incluídos de suas coleções. A HSI afirmou que o tratamento desses animais implica em um enorme sofrimento nas fazendas de peles.

O grupo ainda está pedindo ao governo do Reino Unido para se tornar o primeiro país do mundo a proibir a venda de peles de animais. As marcas que ainda vendem peles no Reino Unido incluem Fendi, Max Mara, Celine, Valentino, Saint Laurent e Dolce & Gabbana. No entanto, a Gucci (de propriedade da Kering, assim como a Saint Laurent) já cessou o uso de peles. Versace, Burberry, Zadig e Voltaire, Philip Lim, Jean-Paul Gaultier, Diane von Furstenberg, Furla, DKNY, Michael Kors, entre outros, também deixaram de usar peles recentemente.

Traduzido por Novello Dariella

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