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Portugal: indústrias têxteis mudam foco dos negócios

Por
Portugal Textil
Publicado em
today 27 de jul de 2011
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Os grandes nomes da produção de tecidos em Portugal estão expandindo os seus serviços e oferecendo aos seus clientes internacionais – como a italiana Emporio Armani ou a francesa Celio – uma solução “chave-na-mão”, com a entrega do produto final. Arco Têxteis, Riopele e Lemar são algumas das empresas que já adotaram este novo modelo de negócio.



«A parte da confecção está a ganhar mais peso na empresa», confirma José Alexandre Oliveira, administrador da Riopele. A empresa de tecidos, que emprega cerca de 800 pessoas e registrou um volume de negócios de 47 milhões de euros em 2010 (aumento de 5% em comparação com 2010), tem apostado na solução “chave-na-mão” para os seus clientes, vendendo, além dos tecidos que produz em Pousada de Saramagos, soluções completas de moda. «O que está a crescer mais – e faz todo o sentido – é o chamado private label, em que o cliente chega aqui e, além de nos comprar o tecido, recebe uma proposta com os nossos designs ou propõe-nos os seus próprios modelos e nós fazemos tudo e entregamos o produto acabado», explica o administrador.

Um modelo de negócio que funciona «fundamentalmente para a Europa e para os EUA» e que José Alexandre Oliveira acredita ser «o futuro». Atualmente, a empresa conta com grandes marcas europeias como clientes deste serviço, como é o caso da Emporio Armani. «O tecido é nosso e damos a subcontratação em todo o mundo. Por nós, se puder ser em Portugal, é em Portugal. E para estas grandes marcas, Portugal tem um valor acrescentado fantástico», destaca.

Este modelo de negócio já foi também adoptado pela empresa especializada em tecidos para camisaria Arco Têxteis há cerca de 8 anos, que passou assim a oferecer a peça confeccionada. «Começamos a fazer camisas por causa de um cliente nosso de tecidos que não pagava e foi esta a forma que encontramos para receber. E a verdade é que quanto mais próximos estivermos do consumidor, melhor», revela Alfredo Rezende, administrador da Arco Têxteis. A empresa, que emprega 420 pessoas e registou um volume de negócios de 20 milhões de euros em 2010, com um crescimento de 10% em comparação com o ano anterior, fornece camisas para marcas como a Giovanni Galli, que tem 60 lojas em Portugal, e a Celio, uma marca francesa com cerca de 1.000 lojas em todo o mundo. Nos tecidos, a Arco Têxteis tem entre os seus clientes nomes como Hugo Boss, Paul Smith e El Corte Inglés.

Especialista em tecidos para beachwear, a Lemar apostou recentemente na entrega da peça já confeccionada. «Os compradores americanos preferem a solução chave-na-mão, pelo que tentamos trazer a confecção para Portugal», afirma Manuela Araújo, administradora da empresa de Pevidém. Tendo nos tecidos com riscas tintas em fio o seu grande trunfo, a Lemar, que em 2010 cresceu 46% para um volume de negócios de 3,5 milhões de euros, conta atualmente no seu portfólio de clientes com as marcas Vilebrequin, Guess ou ainda Benetton.

Estas empresas de tecidos nacionais participam, com o apoio da Associação Selectiva Moda (ASM), em diversas feiras internacionais de renome, como a Première Vision em Paris e Nova Iorque. Estas participações realizam-se no âmbito do projeto de internacionalização da ASM para 2011, que totaliza 61 ações em 26 mercados distintos, num investimento total de 7,43 milhões de euros, financiados pelo QREN.

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