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Estela Ataíde
Publicado em
20 de jun. de 2022
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Pitti Uomo fecha 102ª edição com 700 expositores e 10.600 compradores

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
20 de jun. de 2022

O Pitti Uomo recuperou o seu espírito pré-Covid e confirmou-se como o evento essencial na abertura da temporada masculina. Cerca de 16 mil visitantes, incluindo 40% estrangeiros, invadiram os corredores do salão de referência da moda masculina, que aconteceu de 14 a 17 de junho em Florença. Apesar do número de expositores ter caído para metade em relação a 2019, o evento conseguiu tirar proveito do regresso de várias grandes marcas internacionais.


Os compradores regressaram com força a Florença - Pitti Immagine


Claudio Marenzi, presidente da Pitti Immagine, que organiza os salões florentinos, disse: "Foi um grande Pitti! Uma excelente edição, comparável às anteriores à pandemia, certamente não em termos de números, mas em termos de compradores super qualificados. Vieram todas as melhores lojas." O responsável lamenta, no entanto, que muitas marcas não tenham comparecido, "porque não acreditaram".
 
Após duas temporadas organizadas em formato reduzido (em número, tamanho e duração), esta 102ª edição dedicada às coleções primavera-verão 2023, de quatro dias e não apenas três, reuniu cerca de 700 expositores, contra 338 em junho de 2021 e 548 em janeiro.

Raffaello Napoleone, líder do evento, disse à FashionNetwork.com: "Estamos colhendo os frutos plantados nas duas últimas temporadas. Para nós, a recuperação começou há um ano e hoje estamos em fase de aceleração. Fomos os únicos no ano passado a organizar um salão em 45 dias. Investimos durante doze meses. O Pitti Uomo continua importante porque permite entender para onde a moda está indo no início da temporada."
 
O diretor-geral sublinhou: "Vimos muitos russos. Os japoneses também vieram em força. Reconhecidamente menos numerosos do que no passado, mas é um sinal importante.” 

De acordo com dados recolhidos pela Pitti Immagine, o evento atraiu um total de 10.600 compradores, incluindo 4.200 de quase 70 países além das fronteiras da Itália, um aumento de 360% em relação à sessão de verão de 2021, enquanto os compradores locais aumentaram 135%.

Os maiores mercados foram Alemanha, Holanda, Grã-Bretanha, Espanha, Turquia, França, Estados Unidos, Suíça, Bélgica e Áustria. Também estiveram presentes coreanos, bem como escandinavos e europeus do leste.
 
Francesca Tinti, responsável pelo varejo italiano e pelo atacado mundial da marca de calçado Amedeo Testoni, celebrou: "Correu muito bem, com bom movimento. Os compradores internacionais finalmente voltaram, especialmente os nossos maiores clientes americanos. Até vimos alguns chineses e fizemos o nosso primeiro pedido na Austrália."


As propostas ecologicamente responsáveis de marcas emergentes selecionadas pelo Pitti Uomo - ph STYLEDUMONDE

 
O mesmo aconteceu no stand da MC2 Saint Barth, que se beneficiou de uma grande visibilidade, instalado esta temporada na esplanada central com um exterior acolhedor, onde todas as noites eram servidos aperitivos. Um dos funcionários da empresa, que agora vê na Pitti Uomo “acima de tudo uma oportunidade de cultivar relações públicas, mais do que fazer negócios”, partilhou: "Não esperávamos tanta afluência, principalmente no lado internacional. Foi fantástico estarmos cara a cara para trocar ideias, fazer contatos e, acima de tudo, conhecer todas as pessoas que tínhamos conversado por telefone ou por e-mail.”

Na Roy Roger's, também se mostram satisfeitos com a afluência, mas lamentando a presença reduzida das marcas. “Havia pavilhões completamente fechados”. “Sentiu-se a ausência das empresas. Faltou novidade. O Pitti deve continuar a ser uma feira de pesquisa."
 
Entre os compradores presentes na Pitti Uomo, alguns destacaram a escolha limitada. Mathieu Cossanteli, à frente da concept store francesa Somewear, lamentou: "Estou um pouco decepcionado, porque faltou muita coisa. Não foram muitos expositores. Muitas grandes marcas deixaram o salão. Já não há muitos líderes." 

Mas, a maioria preferiu deixar-se levar pelo prazer do reencontro. Como Florian Malfroy, da La Samaritaine: "Foi uma edição muito bonita, com muita energia e abrangência. Finalmente, pudemos voltar a tocar nos materiais e o espaço dedicado à moda contemporânea foi muito interessante.", disse.

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