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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
6 de jul. de 2021
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Pitti 100 confere uma nova energia ao mercado

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
6 de jul. de 2021

O balanço do Pitti Uomo? “Muito bom, melhor do que o esperado, em termos de público, estado de espírito e clientela internacional”, garante Raffaele Napoleone. O responsável se mostrou aliviado no último dia do evento que, além do salão masculino Pitti Uomo, acolheu também a Pitti Bimbo e a Filati, feiras dedicadas às crianças e aos fios. Retomar formato físico foi uma aposta. A multidão e a atmosfera parecem ter provado que os organizadores florentinos estavam certos.


A 100ª edição do Pitti chegou ao fim com um balanço positivo - Pitti Immagine


Reduzido para três dias, em vez de quatro, e recebendo apenas um terço dos seus expositores habituais (quase 400 contra 1200), o salão masculino italiano, que apresentou as coleções primavera-verão 2022, não pretendia ser um milagre. “Foi uma edição discreta, mas continua a ser um grande evento, sempre em destaque”, comenta Antonio Carnevale, líder do grupo Twentyone. “É um começo. O importante era reunir os players do setor, o resto virá.”

De acordo com as primeiras estimativas publicadas pela Pitti Immagine na noite de sexta-feira, o Pitti Filati atraiu 1700 compradores e players do setor, enquanto o Pitti Uomo e o Pitti Bimbo contabilizaram 6 mil visitantes, incluindo 4 mil compradores, dos quais pouco menos de 30% estrangeiros. Além da Europa (Alemanha, França, Suíça, Espanha, Áustria, Holanda, Bélgica, Rússia, Polônia, Grécia e Portugal), outros países como Canadá e Turquia estiveram presentes. Mais de 700 jornalistas, incluindo 300 internacionais, foram credenciados.

“Valeu a pena estar presente, pelo menos para recomeçar os encontros cara a cara com todos os colaboradores, todos os agentes, tocar nas amostras, conversar, partilhar”, explica o comercial da Artcrafts International, que distribui a Crocs na Itália, expressando um sentimento generalizado que foi sentido na Fortezza da Basso, que acolheu o evento. Muitos apontam para uma presença menor de compradores internacionais e um último dia bastante parado, enquanto o primeiro dia e, principalmente, o segundo tiveram um bom fluxo.

As marcas presentes pela primeira vez no Pitti conseguiram nomeadamente "semear uma série de contatos muito interessantes", resume Gianluca Brozzetti, que em 2017 lançou com o seu filho a marca de moda praia masculina Broz & Broz. Num contexto mais arejado e descontraído, com estandes espaçosos e particularmente cuidados, alguns contatos foram feitos com maior facilidade. Assim, uma pequena start-up de sneakers conseguiu fazer-se notar junto de uma grande maison e as marcas de criadores emergentes beneficiaram de uma maior atenção por parte da imprensa.


Foram feitas algumas encomendas durante o salão Pitti - Pitti Immagine


“De fato, não houve o frenesi habitual”, observa o fundador da marca francesa Jagvi, Pierre-Yves Bomey. “De repente, tivemos visitas qualitativas, que não teriam sido feitas em tempos normais. É muito mais arejado e as pessoas têm mais tempo, porque há menos marcas. Contatos interessantes, mas poucos.”
 
No entanto, para as marcas que contavam com o Pitti para relançar os negócios, a decepção foi grande. Na Kleman, a marca de calçados 100% made in France, lamentaram: “Em termos de presença, nunca vimos isto! Neste último dia, sexta-feira, está deserto. Tivemos muito poucos clientes e quase não vimos estrangeiros. É verdade que não saíamos há um ano. Foi preciso repôr as energias.”

Raffaele Napoleone conta que as empresas, que inicialmente disseram não ao salão, acabaram por fazer boas encomendas, inclusive com novos clientes. "Tivemos compradores de países que não esperávamos. Todas as marcas americanas mais importantes estavam presentes. O clima foi muito positivo no geral. Alguns expositores trabalharam muito bem. Não foi um salão unicamente orientado para a comunicação. Também houve negócios. Queríamos dar um sinal de confiança e otimismo para o futuro.”

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